Moradores de Porto Alegre buscam informações em postos de saúde sobre a vacinação contra a Covid-19

Moradores de Porto Alegre buscam informações em postos de saúde sobre a vacinação contra a Covid-19

A primeira fase da vacinação contra o coronavírus na Capital priorizará grupos específicos

Cláudio Isaías

Posto de saúde de Porto Alegre colocou cartaz alertando a população que primeira fase da vacinação contra a Covid-19 é para grupos específicos

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O início da vacinação contra a Covid-19 na segunda-feira em Porto Alegre está fazendo com que a população realize uma verdadeira corrida aos postos de saúde da Capital. As instituições de saúde estão recebendo diversos telefonemas por dia de pessoas interessadas em saber quando começará a imunização nas unidades de saúde da Capital.

Tem ainda quem vai diariamente aos postos perguntar aos funcionários quando a Coronavac será disponibilizada ao restante da população. Na unidade de saúde Tristeza, na avenida Wenceslau Escobar, os servidores disseram que perderam a conta de quantas pessoas foram até o local nos últimos dois dias.

"Na manhã de terça-feira, mais de 20 pessoas pediram informações sobre a imunização do coronavírus", ressaltou uma funcionária do setor de atendimento. Na unidade básica de saúde Santa Cecília, na rua São Manoel, no bairro Santana, os servidores afirmaram que tem pessoas vieram preparadas para ficar na fila da vacina contra a Covid-19.

 "Tivemos que explicar que ainda não havia previsão de quando seria feita a imunização de toda a população", ressaltou. Mesma situação ocorreu no posto Santa Marta, no Centro Histórico da Capital, com a população indo até o local para saber notícias sobre a vacinação contra o coronavírus.  

Mesmo com o alerta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de que a primeira fase da vacinação contra o novo coronavírus na Capital priorizará grupos específicos - como residentes em Instituições de longa permanência de idosos (ILPI), profissionais da saúde, indígenas, quilombolas e idosos acima de 75 anos - muita gente foi ao Centro de Saúde Modelo, no bairro Santana, em busca do imunizante. Ainda na segunda-feira, a direção havia fixado cartaz na entrada do local informando que a unidade não dispõe de vacinas. "1ªfase de vacinação Covid-19. Apenas (em vermelho) para moradores de ILPI (clínicas geriátricas e idosos)".

A Coordenadora do Centro de Saúde Modelo, Gerusa Bittencourt, reforça que a vacinação para o público em geral sequer tem data para começar no Rio Grande do Sul. Ela ressalta que a procura por informações sobre a vacinação se estendeu ao longo do dia, congestionando as linhas da unidade.

"Fomos muito acionados, então a gente reforça, não tem vacina para o novo coronavírus ainda neste momento aqui. Não adianta buscar esse atendimento, nesse momento, porque a gente não recebeu. Nem nós profissionais que estamos atuando no Modelo recebemos vacina para nós", explica.

Conforme Gerusa, os grupos que se enquadram na primeira fase não serão vacinados pelos funcionários da unidade, mas por uma equipe extramuros, que têm parceria com o Exército. "São equipes com CPF determinado já dessas pessoas. Tem uma listagem dessas 10 mil pessoas, então não adianta procurar os postos de saúde, porque nem os profissionais do Modelo vão ser vacinados", alerta, acrescentando que na primeira fase são priorizados os 14 mil profissionais que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 10 mil idosos institucionalizados.

O secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, disse que a vacinação será realizada em quatro fases prioritárias. A primeira vai atender os profissionais da saúde de linha de frente, idosos que vivem em instituições de longa permanência, idosos acima de 75 anos, indígenas e quilombolas.

“Pedimos a compreensão da população para que não vá a unidades de saúde em busca da vacina. A campanha será por fases e atenderá primeiramente os grupos prioritários”, afirma. As próximas etapas dependem de detalhamento do Plano Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. 

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