Morre mulher que ficou submersa na água após desabamento de deck na Ilha das Flores

Morre mulher que ficou submersa na água após desabamento de deck na Ilha das Flores

Vítima não resistiu às complicações decorrentes do período em que ficou dentro do rio Jacuí

Aristoteles Junior / Rádio Guaíba

Morre mulher que ficou submersa na água após desabamento de deck na Ilha das Flores

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Uma mulher, de 26 anos, socorrida após o desabamento do deck de um bar localizado na Ilha das Flores, na zona Norte de Porto Alegre, teve a morte confirmada na manhã desta segunda-feira (19). Segundo o Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre (HPS), a mulher não resistiu às complicações do período que ficou submersa nas águas do rio Jacuí.

A vítima, identificada como Ana Elisa Andrade Genaro Oliveira, nasceu em Minas Gerais. Ela foi a única encaminhada ao HPS após o resgate, e apresentava o quadro de saúde mais grave – tendo sido submetida a um processo de reanimação cardiorrespiratória assim que foi retirada da água.

Outras seis pessoas foram encaminhadas ao Hospital Cristo Redentor (HCR). Segundo a instituição, duas delas ainda estão no local: um jovem apresenta quadro estável e está em observação no setor de emergência, enquanto o outro foi internado em razão de uma fratura no tornozelo.

Caso é investigado pela Polícia Civil

As causas do desabamento do deck são apuradas pela 4ª Delegacia de Polícia (DP) de Porto Alegre. O local foi interditado pela Guarda Municipal logo após o incidente, e é inspecionado por equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) nesta manhã. O inquérito do caso deve ser concluído em até 30 dias.

As imagens registradas pelos frequentadores do bar também chamaram a atenção dos agentes responsáveis pela fiscalização dos protocolos sanitários da Covid-19 na Capital. A Secretaria Municipal de Segurança (SMSEG) instaurou um processo administrativo para verificar a possibilidade de autuação, ou não, do estabelecimento.

“O estabelecimento que está autorizado a funcionar, precisa observar algumas regras. É preciso seguir, de forma rigorosa, o número máximo de pessoas que o local comporta, o distanciamento entre grupos e mesas, não pode ter pista de dança”, cita o subcomandante da Guarda Municipal de Porto Alegre, Franklin dos Santos Silva.

A perícia iniciou hoje os trabalhos de análise no local onde ocorreu o desabamento do deck. Moradores locais pouco falam sobre o acidente. Enquanto uma mulher afirma que nunca soube de festas, um homem foi taxativo em dizer que eventos desse tipo ocorrem com frequência na área. Nenhum dos dois quis se identificar.

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“Quando eu vi, estava na água”, relata vítima

No saguão do HCR, já medicada e com uma pequena escoriação no supercílio, uma das vítimas do desabamento contou que foi à festa com o marido e um grupo de amigos. “Todos estavam dançando e curtindo, até o chão ceder inesperadamente. Quando eu vi estava na água”, lembra.

“Fiquei desesperada, pois não sei nadar. Fui salva pelo meu marido, que nada muito bem.” A mulher de 40 anos, moradora de Alvorada, preferiu não ser identificada pela reportagem. De acordo com ela, o socorro chegou rápido. “Foi um grande susto que jamais vou esquecer. Ainda bem que ninguém morreu”, desabafa.

*Com informações do repórter Eduardo Andrejew

 

 

• Confira imagens do local do acidente:

 


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