MTG se pronuncia após eleição da entidade parar na Justiça

MTG se pronuncia após eleição da entidade parar na Justiça

Critério de desempate gerou polêmica após empate no pleito

Correio do Povo

MTG se pronunciou nesta terça-feira sobre o caso

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O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) se pronunciou oficialmente, nesta terça-feira, sobre as eleições para presidente da entidade. O pleito, no sábado, em Lajeado, durante o 68º Congresso Tradicionalista, foi parar na Justiça após empate entre as candidatas Elenir Winck, da chapa “De coração pela tradição”, e Gilda Galeazzi, do “Fazer agora”. Ambas ganharam 530 votos, mas Elenir foi declarada vitoriosa por conta do critério de desempate previsto no artigo 127 da instituição, que determina que o grupo com o integrante mais antigo seja declarado vencedor. Gilda entrou com pedido de liminar na Justiça para suspender o efeito da eleição por ter idade mais avançada que a concorrente.

O presidente da gestão anterior, Nairo Callegaro, em entrevista coletiva na sede do MTG, em Porto Alegre, afirmou que responde pela entidade até o dia 25 de janeiro, quando uma reunião do conselho diretor decidirá os próximos passos. “Não gostaria de estar aqui neste momento. Já cumpri o meu papel à frente da instituição. Mas assumo até lá. Foi uma situação inusitada, que talvez não se repita. O número de votantes era ímpar, mas cinco pessoas anularam, ninguém esperava”, conta.

Com a Coletânea da Legislação Tradicionalista em mãos, publicação que baliza as atividades e reúne estatutos e regulamentos do movimento, Callegaro recorreu aos incisos 1 e 2 do artigo 118 para justificar o resultado do pleito. “A inscrição para eleição é uma nominata de candidatos que concorrem a uma cadeira no conselho diretor. Isto que é entregue na secretaria do MTG. E não o nome de um candidato à presidência”, explica, ressaltando que não tomou partido por nenhum dos lados. “Se está certo, errado ou dúbio, é o que está escrito”, frisa.

Se a liminar expedida domingo, que suspende a ata do escrutínio, for derrubada, Elenir Winck será oficializada presidente do MTG. Naquele dia, apenas os coordenadores regionais e o departamento jovem tomaram posse. A proclamação da vencedora ainda não tem previsão de acontecer. “Vamos respeitar a Justiça, por enquanto, tudo o que aconteceu depois de domingo, quando saiu a decisão, não tem validade”, diz Callegaro, que reitera ter visto as duas chapas assinarem e, por consequência, concordarem com a ata.

O presidente do MTG nos últimos quatro anos sugere que a eleição aconteça de forma regionalizada, nas coordenadorias. “É algo que deverá ser discutida pelo futuro conselho. Devemos que refletir e nos reinventar”, ressalta.

Contatada pela reportagem, Elenir Winck prefere esperar a sequência na Justiça para se pronunciar. A vencedora segundo o regramento do MTG aguardava novidades sobre a liminar no fim da tarde de ontem.

Já Gilda, relembra o lançamento de Elenir como sua opositora, quando o ex-presidente do MTG, Manoelito Savaris, frisa a figura como candidata e não cita conselho diretor. “Por que, então, estabelecer como critério de desempate a idade de um conselheiro, e não da candidata a presidente?”, questiona.

Nairo Callegaro ressalta que o assunto tem que ser abordado com tranquilidade e serenidade. “Temos que preservar a integridade do MTG, que é marcado pela alternância e avanço a partir das pessoas que por aqui passam. Temos duas candidatas que prestaram um grande serviço ao tradicionalismo gaúcho”, conclui.


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