Nova audiência sobre concessão do Mercado Público será em 10 dias
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Nova audiência sobre concessão do Mercado Público será em 10 dias

Escolha do local será publicado até o começo da próxima semana no Diário Oficial de Porto Alegre

Por
Cláudio Isaías

Uma segunda audiência pública para tratar sobre a concessão do Mercado Público será realizada em dez dias

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Uma segunda audiência pública para tratar sobre a concessão do Mercado Público de Porto Alegre será realizada em dez dias. O local, que poderá ser o plenário Otávio Rocha, da Câmara de Vereadores ou o auditório Araújo Vianna, será publicado até o começo da próxima semana no Diário Oficial de Porto Alegre.

O anúncio foi feito, nesta quinta-feira, pelo secretário municipal de Parcerias Estratégicas (SMPE), Thiago Ribeiro, que coordenou a primeira parte da audiência pública sobre a concessão no auditório da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, no Centro Histórico.

A realização de um nova reunião ocorreu em razão da capacidade do auditório que comporta apenas 80 pessoas. Nos corredores da secretaria, mais de 100 permissionários queriam participar da reunião o que não foi permitido pela organização. O clima ficou tenso e foi necessário chamar a Guarda Municipal para retirar o público que queria entrar no auditório.

Thiago Ribeiro disse que a realização de uma segunda audiência foi necessária para contemplar o grande número de inscritos que não participaram do evento devido à capacidade do local. Em razão da realização de uma nova audiência pública, o secretário Thiago Ribeiro explicou que foi prorrogado também o prazo para colher opiniões e sugestões da população sobre o Mercado Público.

O prazo para o recebimento das propostas encerraria nesta sexta-feira, dia 18. Quem quiser participar deve acessar o site da secretaria e preencher o formulário disponível. O documento, depois de preenchido, deve ser enviado para o e-mail consultamercadopublico@portoalegre.rs.gov.br.

Presente na audiência, o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade, disse que o trabalho que a prefeitura está realizando no Mercado Público é para que a população e os permissionários possam usufruir de um espaço agradável e que a atividade econômica possa ser disciplinada no local.

A presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), Adriana Kauer, afirmou que é um momento de extrema importância para todos os permissionários. "O futuro das 1.200 pessoas que trabalham diariamente no Mercado Público está indefinido, assim como a forma que o Mercado passará a ser administrado se a proposta de concessão à iniciativa privada for levada adiante", explicou.

Conforme Adriana Kauer, não se pode permitir que a história, a tradição e todos os componentes que tornam o Mercado Público um local único se percam. "Os mercadeiros são a alma desse lugar e não à toa sempre foram investidores nestes 150 anos de história”, acrescentou. O projeto de concessão do Mercado Público foi apresentado para representantes das religiões de matriz africana.

O encontro foi realizado na sede da Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas (SMPE) com o objetivo de esclarecer os pontos da concessão relacionados à religiosidade representada pelo Bará, localizado na parte central do Mercado.

O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, explicou que o propósito da concessão é manter o que já existe, principalmente a característica religiosa do estabelecimento. “Haverá no edital um artigo que obriga a concessionária a manter as cerimônias religiosas e as floras nos espaços em que estão hoje em todas as entradas à esquerda de quem acessa o local”, ressaltou.

O secretário reforçou ainda a importância das religiões de matriz africana contribuírem na consulta pública, mediante preenchimento do documento disponível no site da SMPE. Segundo Cidade o Mercado Público, mais do que um ponto turístico, é um ícone do município e concentra também consumo, gastronomia, cultura e tradição no coração do Centro Histórico da cidade.

Durante a audiência, a diretora do projeto, Patrícia Oliveira, apresentou os detalhes da concessão. Ela explicou que somente nos primeiros três anos, R$ 41,5 milhões deverão ser investidos em reformas para melhoria da drenagem, dos sanitários e da fachada, além da iluminação interna e cênica externa, a troca da rede elétrica e mais acessibilidade.

Além disso, os outros R$ 43,5 milhões deverão ser aplicados na gestão e manutenção do local durante os 25 anos de contrato. Atualmente, o espaço tem 110 estabelecimentos comerciais em funcionamento.