Obra que beneficiará 535 famílias de São Leopoldo está parada há 2 anos

Obra que beneficiará 535 famílias de São Leopoldo está parada há 2 anos

Área acaba sendo invadida por moradores de rua e famílias sem residência

Stephany Sander

Residencial fica no bairro Arroio da Manteiga e deveria ter sido entregue em 2013

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Com previsão de ser entregue em 31 de outubro de 2013, o conjunto habitacional Tancredo Neves II, em São Leopoldo, está longe de ser concluído. As obras, que devem beneficiar mais de 500 famílias, ficam no bairro Arroio da Manteiga e estão paradas há mais de dois anos. “É muito triste ver que essas carcaças de moradias poderiam estar sendo usadas por famílias”, diz Renata Weber, que reside ao lado das obras. Ela conta que a área acaba sendo invadida por moradores de rua e famílias sem residência.

Em novembro de 2013 ocorreu a última reintegração de posse no terreno, quando cerca de 700 famílias ocupavam o local por mais de três meses. “Enquanto as obras não estiverem concluídas, essas pessoas continuarão utilizando dessas poucas paredes que ainda estão de pé, para viver”, destaca Rodrigo Lemos, outro morador da região.

A diretora de Projeto e Obras Estratégicas da Secretaria de Gestão e Governo de São Leopoldo, Patrícia Guidali Carvalo, explica que as casas faziam parte de um projeto de habitação do PAC, assinado em 2007, em que 95% dos valores seriam financiados via Caixa Econômica Federal, e 5% seriam de contrapartida do município. “Como o contrato não tem nenhum repasse direto do governo federal, já que estas seriam financiadas, as obras foram realizadas mais vagarosamente e no final da gestão anterior não havia mais verbas, então, os trabalhos pararam.” O problema ocorreu porque os repasses eram feitos aos poucos, e o município tinha dificuldades em dar a contrapartida. Patrícia diz que a atual administração optou por também manter suspensos os serviços, que seria melhor do que rescindir o contrato e perder as obras.

“Entramos em contato com o Ministério das Cidades e declaramos falta de recursos para dar seguimento às obras. Assim, o projeto foi alterado do PAC, para o programa Minha Casa, Minha Vida Far — Fundo de Arrendamento Habitacional, em que o município doa a área onde serão erguidas as casas, e o ministério investe nas obras de infraestrutura e construção das unidades habitacionais.”

Ainda conforme a diretora, atualmente é necessário fazer uma nova matrícula do terreno, com retificações, o que envolve nova medição topográfica e assinatura dos beneficiados, comprovando a aprovação de alteração do projeto. Esta fase está em andamento e não há prazo para que sejam retomados os trabalhos de construção das casas, que somam 535. “Esperamos, dentro de 60 dias, ter toda essa papelada organiza, encaminhada e aprovada pelo ministério.” A ideia é retomar a construção das casas até a metade do segundo semestre deste ano.


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