Ocupação dos leitos de UTI no Litoral Norte passa de 86%

Ocupação dos leitos de UTI no Litoral Norte passa de 86%

Fluxo intenso de moradores de outras cidades pode ser um dos motivos

Henrique Massaro

Cidade de Osório é uma das que apresenta ocupação de leitos de UTI

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A ocupação dos leitos de UTI do Litoral Norte gaúcho chegou a 86,95% neste domingo. De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 40 dos 46 leitos dos hospitais de Torres, Capão da Canoa, Osório e Tramandaí estão ocupados. Um dos motivos pode ser o grande fluxo de moradores de outros municípios que estão se dirigindo para a região neste momoento.

No Hospital São Vicente Paulo, nove dos 10 leitos estão ocupados, sendo que sete pacientes estão confirmados com a Covid-19 e dois têm suspeita ou outra síndrome respiratória aguda arave (SRAG). No Hospital de Tramandaí, a ocupação é de 13 dos 16 leitos de UTI, mas apenas dois deles têm pacientes confirmados com o coronavírus e três com suspeita. 

No Hospital Hospital Beneficente Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, oito dos 10 leitos estão ocupados – três por pacientes confirmados com a Covid-19, um suspeito e outros quatro por outras doenças. Casos de coronavírus também são minoria no Hospital Beneficente Santa Luzia, em Capão da Canoa, onde, apesar da lotação máxima dos 10 leitos, há somente um confirmado e um suspeito com a Covid-19.

A coordenadora interina da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul (CRS), Magda Bartikoski, acredita que esteja ocorrendo uma sobrecarga nas UTIs do Litoral Norte devido ao fluxo de pessoas de cidades como da Região Metropolitana de Porto Alegre e da Serra Gaúcha que estão se dirigindo para os municípios. “Com a enxurrada de gente que vem para cá é impossível, mais de 600 mil pessoas estão morando aqui”, avalia.

Ela afirma que a expectativa é de que se consiga a abertura de mais leitos, mas também gostaria que houvesse uma unificação da bandeira vermelha para todo o litoral, pois, na sua visão, bandeiras diferentes em municípios tão próximos acaba facilitando o fluxo de pessoas. “A fiscalização vai ter que ser mais dura, as pessoas estão andando na praia como se não tivesse problema”, comenta.


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