Oito soldados e dois caminhões participam de limpeza do Monumento ao Expedicionário
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Oito soldados e dois caminhões participam de limpeza do Monumento ao Expedicionário

Previsão é de que manutenção seja finalizada até a próxima semana

Por
Cláudio Isaías

Lavagem para a remoção da fuligem acumulada nas paredes do monumento, a retirada das pichações e da vegetação deverá acontecer até a próxima semana

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Um dos mais tradicionais pontos turístico e histórico de Porto Alegre, o Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção, está passando por uma limpeza. O trabalho, que começou na segunda-feira, está sendo realizado pelo 3º Batalhão de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul. A manutenção é feita por oito soldados da unidade militar. Dois caminhões são utilizados na manutenção do local. A previsão é que a lavagem para a remoção da fuligem acumulada nas paredes do monumento, a retirada das pichações e da vegetação deverá acontecer até o dia 3 de fevereiro.

O tenente-coronel Daniel Gonçalves, oficial da comunicação social do 4º Grupamento de Engenharia do Exército, disse que a manutenção do monumento tem o acompanhamento de técnicos da Secretaria Municipal de Cultura. Segundo Gonçalves, é a primeira vez que o Exército realiza o trabalho de limpeza da estrutura. “Estamos solidários com a prefeitura de Porto Alegre que atravessa um momento difícil e por este motivo decidimos realizar a manutenção do monumento”, explicou. O tenente-coronel informou que os militares seguem as orientações dos técnicos da prefeitura e utilizam materiais especiais para não comprometer o Monumento ao Expedicionário.



Localizado no Parque da Redenção, o Monumento ao Expedicionário foi inaugurado em 16 de junho de 1957. Na história, o jornal Correio do Povo é o protagonista fundamental por ter idealizado e lançado campanha de mobilização estadual para a obra artística em homenagem aos heróis brasileiros da 2ª Guerra Mundial. A estrutura foi projetada pelo arquiteto e escultor pelotense Antônio Caringi - ele venceu a disputa em concurso público. O monumento fez do Rio Grande do Sul pioneiro no Brasil na homenagem aos militares. Os soldados morreram em combate, na Itália, e marinheiros foram vítimas de torpedos de um submarino alemão na costa do Brasil.





A edificação, de granito e bronze, é ícone do reconhecimento público dos gaúchos aos soldados brasileiros sobreviventes e mortos no conflito mundial, junto às forças aliadas lideradas pelos Estados Unidos, União Soviética e Reino Unido contra o nazifascismo na Europa. Quando a guerra chegou ao fim, em maio de 1945, o Correio do Povo iniciou a uma campanha de mobilização da sociedade para a construção do monumento.







 


Limpeza do Monumento ao Expedicionário. Fotos: Alina Souza #parquefarroupilha #redenção

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