OMS convoca Europa a intensificar medidas ante "situação alarmante" por Covid-19

OMS convoca Europa a intensificar medidas ante "situação alarmante" por Covid-19

Diretor da Organização para a Europa, Hans Kluge, mostrou-se preocupado com a situação no continente e comentou que países usando a vacina da Pfizer/BioNTech podem ser flexíveis no intervalo entre doses

AFP e Correio do Povo

Continente vive aumento de casos

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A Europa deve "fazer mais" diante de uma "situação alarmante" criada pela circulação na região de uma nova variante mais contagiosa do coronavírus – alertou a direção regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira "As medidas de base, que todos conhecemos, devem ser intensificadas para baixar a transmissão, aliviar nossos serviços contra a Covid-19 e salvar vidas", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em conversa on-line com a imprensa.

Kluge se refere à cepa B.1.1.7, inicialmente descoberta no Reino Unido e que tem causasdo um aumento de casos na nação. Ontem, a Inglaterra ampliou as restrições novamente para tentar evitar que o Serviço Nacional de Saúde (NHS) seja sobrecarregado. As pessoas devem ficar em casa e apenas sair por motivos essenciais. As escolas primárias e secundárias mudaram para a aprendizagem online para todos os alunos, exceto as crianças vulneráveis e trabalhadoras-chave. Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales também adoram restrições mais rígidas.

O diretor da OMS para a Europa também comentou que os países aplicando a vacina da Pfizer/BioNTech podem ser flexíveis no intervalo entre a primeira e a segunda dose. Para ele, um equilíbrio deve ser alcançado entre aproveitar ao máximo os suprimentos limitados e proteger o maior número possível de pessoas. Alguns países, incluindo a Grã-Bretanha, estão tentando conter o baixo estoque de vacinas estendendo a lacuna entre a primeira e a segunda doses para até 12 semanas e considerando doses menores de algumas vacinas.

“É importante que tal decisão represente um compromisso seguro entre a capacidade de produção global limitada no momento e o imperativo para que os governos protejam o maior número possível de pessoas enquanto reduzem a carga de qualquer onda subsequente nos sistemas de saúde”, disse. As propostas para prolongar o intervalo entre a primeira e a segunda dose geraram um debate acirrado entre os cientistas, com a Pfizer e a BioNTech alertando que não têm evidências de que a vacina continuaria a ser protetora se a segunda dose fosse administrada mais de 21 dias após a primeira.


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