Os guerreiros invisíveis que contribuem no combate à Covid-19

Os guerreiros invisíveis que contribuem no combate à Covid-19

Profissionais de higienização, segurança, manutenção, entre outros, estão atuando no suporte em hospitais em Unidades de Pronto Atendimento

Gabriel Guedes

São profissionais preocupados em deixar tudo funcionando para pacientes e profissionais da saúde

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A guerra contra a Covid-19 tem soldados atuando em várias frentes. Para que o corpo clínico se dedique com atenção, uma outra equipe de profissionais invisíveis trabalha com tamanha dedicação quanto aqueles que estão na linha de frente. 

No Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por exemplo, onde há 9.204 colaboradores atuando nos quatros hospitais e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um verdadeiro exército atua na retaguarda do atendimento. 

São profissionais de higienização, copa e cozinha, segurança, manutenção, entre outros que você não enxerga, mas estão lá, preocupados em deixar tudo funcionando para pacientes e aos times que lidam diretamente com aqueles que estão precisando de força para superar a Covid-19. “São equipes e departamentos dedicados a dar suporte a quem está na linha de frente da Covid”, lembra o diretor-presidente do GHC, Cláudio da Silva Oliveira.

Alessandra Rodrigues de Fraga, 42 anos, está no GHC há 10 meses. Desde o começo da pandemia de Covid-19, ela está trabalhando na Central de Triagem Covid-19 da instituição. Orgulhosa do que faz, sabe da responsabilidade que tem nas mãos. “É muito importante mantermos a higienização para evitar que outros se infectem”, conta. 

Ela trabalha paramentada com avental, óculos, face shield, máscaras, luvas e botas, assim como outros profissionais que estão trabalhando com pacientes com Covid-19. Para ir no banheiro ou fazer um lanche, é necessário tirar tudo e descartar no lixo. Depois vestir novamente para retomar a jornada de 8 horas diárias. Uma tarefa que leva cerca de 5 minutos.

Veterana

Colega da Alessandra, Joselaine Reis, 41, já é mais veterana e encara com naturalidade o fato de encarar uma pandemia, tarefa feita diretamente há 4 meses. “Dentro de um hospital a gente espera de tudo um pouco”, revela. Quem pensa que é a missão dela é só limpar, não lembra de toda preparação. “Para tudo isso tem que ter capacitação. Depois, tem que ter todo um cuidado e agilidade”, garante. “Sem a higienização, sem procedimento de limpeza, não teria como combater a Covid”, acredita Joselaine.

Foto: Alina Souza

 O trabalho delas consiste também em atenção, já que é preciso observar quem se levantou de uma cadeira ou encostou em um balcão ou maçaneta. No GHC, são 460 funcionários só para higienização, incluindo os contratos feitos para a Covid-19. “Somos nós que entramos antes, durante e depois. Em um primeiro momento, muitos trabalhavam com medo, mas agora com segurança. É preciso conhecimento técnico de como combater a pandemia por meio da limpeza”, aponta a chefe de higienização do GHC, Alexsandra Costa da Silva.

A segurança também tem atuado bastante para manter as coisas sob controle. Segundo o chefe de segurança do GHC, Mario Rodrigues. No grupo, são 58 seguranças, que têm entre outras coisas, a incubência de cobrar o uso da máscara e manter as pessoas distantes uma das outras, bem como prestar apoio às equipes clínicas. “A abordagem em um hospital é diferente de outros lugares. Aqui temos que conversar com o paciente, com as pessoas”, destaca Rodrigues. 

Importância

O segurança Paulo Henrique Perufo, 49, trabalha há 14 anos. Durante a pandemia viu crescer a importância do que faz. Mas apesar de se dizer “readequado para enfrentar o inesperado em uma situação mais complexa, como da pandemia”, ele confessa que ainda não precisou alertar as pessoas sobre os cuidados. “Pessoal tá cumprindo bem”, avalia, sobre o uso de máscaras por quem chega ao hospital.

Segundo o gerente da Interunidades de Emergência do GHC, médico Alexandre Bessil, “desde que começou a pandemia, foi preparar as pessoas para que tivessem tranquilidade para trabalhar”. Isso foi feito, de acordo com o médico, por meio de uma série de medidas, como a área de triagem para Covid-19, bem como a atuação por meio de uma equipe multidisciplinar. “Estas pessoas, que não estão na linha de frente, mas na retaguarda, são fundamentais neste e em outros tempos”, conclui.


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