Pedido de rodoviários por reajuste salarial de 7% ainda não tem resposta
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Pedido de rodoviários por reajuste salarial de 7% ainda não tem resposta

Pauta com mais de 20 reivindicações foi entregue à entidade no dia 20 de janeiro

Por
Cláudio Isaías

Pauta com mais de 20 reivindicações foi entregue à entidade no dia 20 de janeiro

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Os cobradores, os motoristas e os fiscais aguardam pela resposta da direção do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) sobre a pauta de reivindicações referente ao dissídio salarial de 2020. No dia 20 de janeiro, a categoria enviou as propostas a patronal com mais de 20 itens. O pedido dos rodoviários é de um reajuste de 7% equivalente ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), mais 2,52% de aumento real e um aumento no vale-alimentação para R$ 30,50. L

ogo após a resposta da patronal a reivindicação da categoria, uma assembleia geral no mês de fevereiro será realizada na sede do sindicato dos rodoviários na avenida Venâncio Aires, em Porto Alegre. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Porto Alegre (Stetpoa), Sando Abbàde, disse que os trabalhadores querem assegurar também 26 vales mensais desde que os funcionários não tenham faltas injustificadas e querem a alteração da cláusula 56 para determinar que o intervalo mínimo seja de uma hora e máximo de duas horas por turno de trabalho.

Conforme Abbàde, a categoria pretende incluir uma cláusula que impeça que o trabalhador seja penalizado administrativamente ou pecuniariamente por erro de identificação do passageiro em razão de defeito no cartão e alterar a redação da cláusula 39 para que os cursos obrigatórios sejam realizados durante o horário de trabalho sob penas de pagamento de horas extras. "Além da aprovação do dissídio salarial, estamos focados na luta pela manutenção da obrigatoriedade dos cobradores na tripulação dos ônibus", destacou.

Segundo o vice-presidente do Stetpoa, a pauta de reivindicações 2020 dos rodoviários quer assegurar a presença do cobrador nos ônibus todos os dias da semana, 24 horas por dia, inclusive sábados, domingos e feriados e dias de passe livre em Porto Alegre. Por sua vez, o advogado do Seopa, Alceu Machado, afirmou que é pouco provável que o pedido de reajuste seja atendido devido, principalmente, à diminuição do número de passageiros do transporte coletivo. Na avaliação de Machado, as negociações devem priorizar a manutenção do que os trabalhadores já possuem como vale-alimentação e plano de saúde.