Porto Alegre inicia campanha do Outubro Rosa com intervenção urbana de crochê
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Porto Alegre inicia campanha do Outubro Rosa com intervenção urbana de crochê

Segunda edição do projeto Bombardeio de Fios ocorre no Hospital Fêmina

Por
Correio do Povo

Hospital Fêmina foi tomado pelas flores de crochê e tricô para a campanha do Outubro Rosa

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O Outubro Rosa, que faz um alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, começa nesta terça-feira, dia 1º, com o Hospital Fêmina do Grupo Hospitalar Conceição já engajado na campanha em Porto Alegre. Na manhã deste domingo iniciou-se o projeto Bombardeio de Fios com uma ornamentação especial na instituição hospitalar localizada na avenida Independência, no bairro Rio Branco.

Toda a fachada, além das árvores e grades, foi coberta por cerca de 60 mil flores de crochê e tricô na cor rosa. Trata-se do mesmo número de novos casos da doença previsto para esse ano no País segundo o Instituto Nacional de Câncer.

A iniciativa, que mobiliza funcionários, pacientes e voluntárias, foi idealizada pela médica Suzete Saraiva, sendo que a primeira edição ocorreu no ano passado.

O Bombardeio de Fios é inspirado na intervenção urbana de crochê conhecida como Yarn Bombing que busca chamar a atenção por uma boa causa. 

Referência no tratamento

A oncologista Christina Oppermann, do Hospital Fêmina, lembrou que a instituição é referência no tratamento em tumores femininos, com equipe multiprofissional especializada para atender as pacientes.

Por mês são feitos cerca de 100 procedimentos cirúrgicos mamários, em torno de 800 consultas com mastologistas e aproximadamente 1.000 tratamentos oncológicos são administrados em mulheres com câncer.

De acordo com Christina Oppermann, as flores de crochê e tricô representam “a esperança e força para cada uma das pacientes enfrentar a doença”. Conforme a oncologista, as mulheres precisam observar suas mamas e realizar o autoexame para detectar qualquer possível alteração.

A mamografia anual, orientou, deve ser feita a partir dos 40 anos de idade. “Quem tem histórico familiar positivo na família deve procurar orientação o mais precoce possível para começar o rastreamento”, recomendou. 

“O diagnóstico precoce é o que vai possibilitar uma maior chance de cura para a paciente. Nos primeiros sintomas, como nódulo na mama, vermelhidão na pele, secreção pelo mamilo, alterações no mamilo, deve-se procurar sempre o mastologia o mais rápido possível”, acrescentou. 

Hábitos saudáveis 

Cerca de 30% dos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis. Nesse sentido, Christina Oppermann advertiu que “a obesidade e o sedentarismo estão diretamente relacionados com o aumento do risco do câncer de mama”.

A médica constatou também que muitas mulheres têm medo de descobrir algo. “Atendemos muitas pacientes com diagnóstico tardio da doença e com menor chance de cura”, lamentou. “Muitas vezes escondem até da família”, frisou. “O medo só atrapalha e não evita a doença”, enfatizou. 

O primeiro passo para superar o receio é consultar e conversar com o médico sem qualquer expectativa prévia. “Na consulta a mulher será adequadamente orientada”, resumiu, recordando que tem muitos casos em que os nódulos, por exemplo, são benignos ao invés de malignos.