Postos de saúde ampliam vacinação contra gripe a crianças de seis meses a seis anos

Postos de saúde ampliam vacinação contra gripe a crianças de seis meses a seis anos

Movimento em postos de saúde foi intenso nesta segunda-feira

Felipe Samuel

Postos de saúde tiveram grande movimento nesta segunda-feira

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O começo da campanha contra a gripe incluindo crianças de seis meses a menores de seis anos e gestantes foi marcado por procura intensa nos principais postos de vacinação da Capital. Nesta segunda-feira, no Centro de Saúde Modelo, no bairro Santana, o movimento se intensificou no final do dia, quando mães e pais formaram fila para atendimento. A meta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é vacinar 81,3 mil crianças na faixa etária indicada na campanha, 12,5 mil gestantes e 2 mil puérperas. 

Para evitar aglomerações, a prefeitura conta com apoio de 45 farmácias parceiras, além de 100 unidades de saúde disponíveis até 5 de junho ao público-alvo que ainda não se vacinou. A técnica de enfermagem Tatiana Bottasso Fernandes, que trabalha no Hospital Divina Providência, aproveitou para levar a filha Luiza, de 5 anos, para tomar a vacina. Como trabalha na área da saúde e enfrenta os riscos inerentes da profissão em meio à pandemia do novo coronavírus, ela não perdeu tempo e foi ao posto de saúde. "Desde pequena estou sempre orientando que a vacinação é importante para a saúde dela, ela já tem consciência. Mesmo tendo medo, ela sabe que é pra ficar bem", explica. 

Atenta para a importância da vacina contra a gripe, Maria Tucand levou Beatriz, de 7 meses, para tomar a dose. Há um ano e três meses na Capital, Maria - que deixou Guiné-Bissau para tentar concluir o curso de Relações Internacionais - correu ao posto de saúde para garantir a vacina para a filha. "É muito importante porque o que mais preocupa uma mãe é ver uma filha doente. Já ajuda a proteger de muitas coisas, de outras gripes que a criança pode pegar", frisa.

A jornalista Renata Rocha dos Santos também levou o filho Vicente, de 2 anos e 8 meses, para tomar a dose. Ela observa que a vacina impede que sintomas mais graves em decorrência de outras doenças possam se manifestar no organismo. "Sabemos que a vacina vai fazer efeito em duas semanas no organismo, mas quaisquer sintomas mais grave que não sejam aqueles bem amenos de um resfriado, de uma gripe, já é um sinal de alerta depois de ter tomado a vacina", afirma. 

A vacina não protege contra o novo coronavírus, mas evita complicações causadas pelos vírus Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B linhagem B/Victoria, que podem levar o paciente a internações hospitalares.


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