Postos de saúde de Porto Alegre voltam a registrar filas de espera para exames da Covid-19

Postos de saúde de Porto Alegre voltam a registrar filas de espera para exames da Covid-19

Maior movimento foi no posto Bom Jesus, onde moradores relatam espera de mais de quatro horas por consulta

Cláudio Isaías

Maior movimento foi no posto Bom Jesus, onde moradores chegaram a aguardar mais de quatro horas por uma consulta

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Os postos de saúde da Bom Jesus, na zona Norte de Porto Alegre, e o Pronto Atendimento da Cruzeiro do Sul voltaram a apresentar, nesta terça-feira, um intenso movimento de pessoas que foram em busca da realização de exames da Covid-19.

A situação mais grave era no posto da Bom Jesus onde havia mais de 50 pessoas nas filas aguardando atendimento. Na comparação com a segunda-feira, a espera era ainda maior na unidade da Bom Jesus. As pessoas que chegaram na instituição de saúde por volta das 6h aguardavam atendimento. Muitas delas preferiram ficar sentadas no meio-fio da calçada. 

Foto: Guilherme Almeida

A dona de casa Luciane Medeiros, levou o filho Vitor Hugo, pelo segundo dia consecutivo ao pronto atendimento da Bom Jesus. Segundo ela, o jovem estava com um quadro de febre e diarreia. "Estamos tentando uma solução para o caso. O problema é essa fila. É muita gente", comentou.

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Moradora do bairro Rubem Berta, Pâmela Ramos da Silva, saiu 5h de casa. Por volta das 9h, ela ainda estava na fila. O jovem disse que estava com dor de cabeça, febre e dor nas costas. No local, também chamou a atenção o fato de a maioria das pessoas que esperavam por atendimento ser jovem. Um homem contou que chegou às 6h e, às 10h, ainda não havia sido atendido. 

No Pronto Atendimento da Cruzeiro do Sul, os servidores informaram que hoje a fila foi bem pequena. Uma funcionária, que pediu para não se identificar, disse que as pessoas foram em busca de informações sobre o exame e os sintomas da doença. Muitos com receio de aglomerações preferiram ir embora.

O coordenador Municipal de Urgências da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Diego Fraga, disse que vem enfrentando uma superlotação dos serviços de emergência dos pronto-atendimentos basicamente por pacientes com sintomas respiratórios. "Temos pacientes com sintomas leves da doença. A nossa orientação é que eles procurem a sua unidade de saúde de referência. A pessoas que tiver dor de garganta, dor de cabeça, um certo cansaço e dor no corpo deve procurar a sua unidade onde será atendido por um profissional de saúde e vai ser providenciada a coleta do exame", comentou.

Segundo Fraga, está se tentando priorizar o paciente grave que procura atendimento nos pronto-atendimentos da Capital. O coordenador Municipal de Urgências da SMS afirmou que é importante reforçar as medidas de distanciamento social, usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomerações.

Na tarde desta terça, a aireção do Grupo Hospitalar Conceição informou que a UPA Moacyr Scliar, na zona norte, está com a capacidade operacional esgotada. Segundo a nota, "o acúmulo de pacientes em observação ultrapassou a capacidade física de atendimento, com ocupação plena dos equipamentos disponíveis e a mobilização de toda equipe assistencial". A "situação impede a aceitação de novos pacientes enquanto perdurar a lotação", encerra o texto.


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