Primeiro caso de Covid-19 no RS completa 15 meses e Estado segue em alerta nos números da pandemia

Primeiro caso de Covid-19 no RS completa 15 meses e Estado segue em alerta nos números da pandemia

Somente em 2021, em menos de seis meses, foram confirmados 637.347 casos da Covid-19, o que representa 55,77% do total

Jessica Hübler

RS já soma 29.351 mortes por Covid-19

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Há 15 meses, no dia 10 de março de 2020, foi confirmado o primeiro caso da Covid-19 no Rio Grande do Sul. De lá pra cá, a situação mudou consideravelmente. Até a tarde de ontem, o Estado contabilizava 1.142.645 casos confirmados da doença e 29.484 óbitos. Somente em 2021, em menos de seis meses, foram confirmados 637.347 casos da Covid-19, o que representa 55,77% do total. 

No mesmo período foram contabilizados 20.268 óbitos por conta da doença, ou seja, 68,74% das vítimas fatais do novo coronavírus perderam a vida em 2021. Até o momento, o mês de março de 2021 foi o mais expressivo tanto com relação à quantidade de casos confirmados (208.417) e, também, o mais letal, conforme aponta o número total de óbitos que chegou a 8.333. O mês de março de 2021 teve o pico de óbitos de toda linha temporal da pandemia, com 28,39% do total dos óbitos . 
O mês de abril de 2021 também registrou um número significativo de óbitos, chegando a 4.442 no total. Este foi o segundo mês mais letal de toda a pandemia na Capital depois de março. O aumento do número de casos confirmados da doença tem apresentou queda em abril, chegando a 83.127 casos novos em abril de 2021, porém em maio o crescimento foi maior, totalizando 95.186 casos novos da doença no território gaúcho.

Conforme a biomédica, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e divulgadora científica pela Rede Análise Covid-19, Mellanie Fontes-Dutra, tem sido um período conturbado com registro de subidas aceleradas e estabilizações da situação em patamares elevados, o que nunca nos permitiu dizer que a pandemia de fato melhorou no Estado. "Ela piorou muitas vezes e em outras vezes parou de piorar, mas melhorar fica muito difícil falarmos que isso aconteceu em algum momento", afirmou.

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De acordo com Mellanie, diversos fatores podem estar influenciando na pandemia no território gaúcho, incluindo as pressões sobre gestores para abertura de certos setores produtivos, especialmente voltados para a economia e, segundo ela, também o negacionismo de muitos gestores, principalmente municipais. Além da conscientização da população. "Muita gente ainda nega a pandemia ou acha que não é tão grave assim e aí promove aglomeração, essas questões contribuíram para que não conseguíssemos ter um controle maior da situação no Rio Grande do Sul", frisou.

Segundo Mellanie, para sair da pandemia é preciso vacinar e, felizmente, o Rio Grande do Sul tem abraçado essa responsabilidade. "Temos sido o Estado que mais vacina a população em todo o Brasil por várias semanas, mas ainda assim é em uma velocidade muito menor do que aquela que realmente precisamos, então é necessário cobrar mais vacinas, cumprimento de crontratos e cronogramas da vacinação para que possamos seguir vacinando a população", complementou.

Ela ainda ressaltou que hábitos como distanciamento e o uso de máscara, apesar de estarem presentes na rotina há mais de um ano, ainda precisam ser constantemente reforçados. "Espero que a vacinação se acelere, que possamos ter ainda mais imunizantes e ainda mais vacinação acontecendo no Estado e que a população se conscientize que tem um papel chave e responsabilidade nesse enfrentamento", destacou. 


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