Professores da Uergs darão aula na Praça da Matriz da Capital

Professores da Uergs darão aula na Praça da Matriz da Capital

Hoje é o primeiro dia de greve dos 97 docentes da instituição estadual

Marjulie Martini / Rádio Guaíba

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A segunda-feira marca o primeiro dia da greve dos professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), mas os alunos de três turmas terão aulas normalmente. Elas terão atividades na Praça da Matriz, a partir das 10h.

Conforme explica o integrante da Associação dos Docentes da Uergs, Max Segala, essa é uma forma de chamar a atenção dos políticos à precária situação em que se encontra a universidade. "Vai ter aula normal, com quadro e giz, para chamar a atenção dos deputados e do governo sobre os problemas que a universidade enfrenta", afirmou Segala.

A praça central de Cachoeira do Sul também vai virar sala de aula nesta segunda-feira. Nesta manhã, um grupo de professores irá se reunir com o Conselho Estadual da Educação, para debater o termo de ajustamento assinado em 25 de janeiro. Naquele dia, o reitor Carlos Alberto Callegaro recebeu uma promessa do Conselho de que os primeiros diplomas seriam liberados.

Desde 2005, 302 alunos já se formaram, mas não têm em mãos o diploma porque os conselheiros constataram uma série de irregularidades. Em agosto do ano passado, a presidente do Conselho, Cecília Farias, entregou um documento com diversas exigências que, caso não fossem cumpridas, fariam com que a Uergs perdesse a autonomia universitária. Isso significaria que o Órgão passaria a designar quais conteúdos deveriam ser ministrados pelos professores dos 25 cursos.

Para evitar a medida, foi construído um termo de compromisso, que previa a solução de problemas graves estruturais, como de acessibilidade universal, a falta de laboratórios, e a democratização das eleições. Na época, o secretário de Ciência e Tecnologia, Artur Lorentz, afirmou que, até junho, seria implantado um plano de carreira. No entanto, segundo Max Segala, nada foi cumprido ainda.

Três reinvidicações dos professores

As reivindicações dos professores são basicamente três: a primeira é a contratação imediata de 21 professores já aprovados em concurso, o que estaria já tramitando na Casa Civil. A segunda é a realização de concurso público para a reposição de 116 professores, que deixaram a universidade por causa dos salários baixos. Essa medida deve ser tomada até 06 de abril, em virtude do calendário eleitoral. A terceira é o aumento de 9,92% nos salários, o que, segundo o docente, seria apenas o índice relativo à inflação do período.

A greve vai até quarta-feira, quando, às 18h, haverá uma nova assembleia, para definir se as aulas são retomadas ou se a paralisação continua. Hoje, a Uergs tem 3,5 mil alunos, e 97 professores.

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