Protestos contra racismo e fascismo convergem em ato na Capital

Protestos contra racismo e fascismo convergem em ato na Capital

Participantes enfatizaram necessidade de ir às ruas, com precaução, para responder a bandeiras totalitárias

Gabriel Guedes

Duas marchas convergiram na região central

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No Centro de Porto Alegre, na tarde deste domingo, enquanto de um lado da Rua dos Andradas, na Praça Brigadeiro Sampaio, se concentravam os manifestantes do ato Vidas Negras Importam, no outro extremo, os Antifascistas cresciam em número na Esquina Democrática. Dos dois pontos, os grupos partiram por volta das 14 horas e se encontraram na Rua Riachuelo, atrás do Teatro São Pedro. A partir deste local, a manifestação tomou corpo, reunindo milhares, e se tornou um ato contra o governo Jair Bolsonaro, passando por ruas do Centro até encerrar, por volta das 16 horas, no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa.

O ato contou com a presença de muitos jovens. Dos prédios, panelaços e gritos de apoio ao movimento, além de buzinaços de alguns motoristas. “É um ato gigante, enorme, que juntou as torcidas antifascistas do Grêmio do Inter e a luta antirracista, por que é tão importante no nosso país. Mas nós somos obrigados a ir para a rua. O PSol, por exemplo, sempre defendeu o isolamento social, desde março. Mas quem faz chantagem, descumpre as medidas sanitárias, é o Bolsonaro. É uma medida sanitária tirar ele do poder para salvar vidas”, defende a deputada federal pelo PSol, Fernanda Melchionna, que junto com outras lideranças do partido, esteve no ato.

Prevendo um possível enfrentamento com os apoiadores do presidente, a Brigada Militar, Polícia do Exército e Guarda Municipal restringiram o acesso ao entorno da área militar, no Centro, bloqueando ruas e mobilizando um grande efetivo. Entretanto, o ato foi pacífico, com apenas um princípio de tumulto observado entre contrários e favoráveis ao presidente, além da troca de provocações entre quem caminhava no ato e outros que estavam em seus apartamentos. Alguns participantes da manifestação também fizeram pichações em fachadas de prédios e muros.

O grupo pró-Bolsonaro, que costuma se manifestar em frente ao Comando Militar do Sul (CMS) aos domingos, desta vez, reunindo cerca de uma dezena de pessoas, realizou uma panfletagem no Parque Moinhos de Vento, na esquina da Avenida Goethe com Rua Mostardeiro. Acompanhados pela Brigada Militar, o ato, realizado das 15h30 até pouco depois das 17h30, também não teve registro de problemas.


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