Protestos marcam o Dia do Servidor Público em Porto Alegre

Protestos marcam o Dia do Servidor Público em Porto Alegre

Servidores municipais, estaduais e federais do RS protestaram contra a PEC da Reforma Administrativa e realizaram ato público em defesa da reposição inflacionária na Capital

Sidney de Jesus

“Reposição da inflação Já”, “Não à Reforma Administrativa”, “Fora Bolsonaro”, Fora Melo e Leite”, eram as frases exibidas em cartazes

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O Dia do Servidor Público foi marcado por protestos dos servidores contra a PEC da Reforma Administrativa e a defesa da reposição inflacionária, na tarde de quinta-feira, e teve continuidade à noite, na Capital. Com bandeiras, faixas, cartazes e palavras de ordem, centenas de manifestantes percorreram as ruas do Centro Histórico para alertar a população para os prejuízos que as medidas do governo podem causar à sociedade.

Em protesto em frente ao Palácio Piratini, representantes do Cpers e da Frente dos Servidores Públicos (FSP) – composta por entidades municipais, estaduais e federais do serviço público no RS – demonstraram insatisfação e posição contrária à PEC 32, que muda as regras em relação a vínculos de contratação, gestão, avaliação de desempenho e estabilidade do funcionalismo.

“No dia dos servidores públicos estamos de luto e na luta para barrar os ataques dos governos Leite e Bolsonaro ao funcionalismo. O governo federal busca aprovar o seu projeto de Reforma Administrativa e, no Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) segue a mesma cartilha: sucateamento, venda do patrimônio público, arrocho salarial e precarização das relações de trabalho”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

Helenir Schürer lembrou, ainda, que oseducadores amargam sete anos de salários congelados. “Em meio à inflação galopante, funcionários de escola recebe m um salário-base de R$ 620,72, enquanto uma cesta básica já está custando R$ 672,39. É esta realidade que nos move a seguir combatendo a destruição dos serviços públicos e construir um cenário onde o povo que mais precisa tenha acesso à educação, saúde e segurança”, ressaltou a presidente do Cpers.

Reposição da inflação - Do Palácio Piratini, os servidores públicos do Cpers e da FSP seguiram em caminhada até o Paço Municipal, onde se uniram ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa),no ato público que reivindicava a reposição inflacionária que não é concedida há cinco anos à categoria, e também ao protesto contra a PEC 32.

“Reposição da inflação Já”, “Não à Reforma Administrativa”, “Fora Bolsonaro”, Fora Melo e Leite”, eram as frases exibidas em cartazes e faixas e os gritos proferidos pelos servidores, durante o protesto em frente a Prefeitura. 

De acordo com o diretor-geral do Simpa, João Ezequiel da Silva, a manifestação reflete a indignação dos municipários por conta das perdas nos salários devido à inflação e o congelamento das carreiras. “Esse ato é pela reposição da inflação, já. Ogoverno municipal reabriu negociação com alguns apontamentos, em reunião no dia 21, mas até agora nada oficial. Queremos que apresentem uma proposta concreta ao Simpa. Os servidores municipais perderam 28,13% nos seus salários devido à inflação”, enfatizou o João Ezequiel, que também se mostrou contrário à PEC 32. “Só unidos venceremos essa PEC que é destruição do serviço público”, destacou.


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