Região Metropolitana precisa do dobro de doses para 2ª aplicação de Coronavac, informam prefeitos

Região Metropolitana precisa do dobro de doses para 2ª aplicação de Coronavac, informam prefeitos

Entitdade calcula que para completar imunização necessita de 82,2 mil vacinas

Rádio Guaíba

Novo lote entregue destinou pouco mais de 79,8 mil doses

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A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) rebateu, em nota, as afirmações do governo do Rio Grande do Sul, que informou nesta quarta-feira que as doses de Coronavac enviadas aos municípios gaúchos serão suficientes para completar o esquema vacinal. Segundo a associação, a mais recente remessa de doses não zera o déficit de segundas doses da vacina nos municípios da região Metropolitana.

Um levantamento da Granpal mostra que, para colocar em dia o esquema vacinal, o volume necessário é de de 162.090 doses – número inferior às 79.890 recebidas pelos 19 municípios associados. Para suprir, efetivamente, a necessidade, a região precisa receber ainda nova remessa de 82.200 doses, calcula a Associação.

“A Granpal lamenta o fato e esclarece às comunidades, a fim de evitar que as pessoas procurem os postos de vacinação e saiam frustradas”, complementa a nota assinada pelo presidente da entidade e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.

O que disse a SES

Mais cedo, a Secretaria Estadual da Saúde declarou que, desde janeiro de 2021, foram distribuídas 1.647.470 doses da Coronavac para aplicação da primeira dose em grupos prioritários da campanha de vacinação. Para segundas aplicações (D2), a SES repassou 1.650.580 doses aos municípios, incluindo a última distribuição, nesta quarta.

“Matematicamente, portanto, o Estado distribuiu doses suficientes para completar o esquema vacinal de todos os gaúchos imunizados com a primeira dose da vacina Coronavac”, sustenta a nota.

A recomendação da SES é de que os municípios apliquem as segundas doses da Coronavac recebidas nesta quarta tão logo seja possível, para garantir a imunidade completa dos cidadãos, e que registrem de forma célere todas as aplicações no SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações). Com esse registro, a pasta se compromete a avaliar faltas pontuais e planejar, se for o caso, remanejamento de saldos entre os municípios.


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