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Risco de rompimento de barragem em Minas mobiliza força-tarefa

Nível de risco da barragem da Vale foi elevado para o grau máximo nesta sexta

Por
R7

A barragem Sul Superior fica na Mina Gongo Soco, da Vale

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Representantes das defesas civis estadual e municipal, da mineradora Vale, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Barão de Cocais, cidade a 75 km de Belo Horizonte, se reúnem, neste sábado (23), para traçar um plano de ação para o caso de rompimento da barragem Sul Superior, da Mina Gongo Soco. O nível de alerta da estrutura foi elevado para o grau máximo (3), no final da noite desta sexta-feira (22), após a empresa de avaliação contratada pela Vale não atestar a segurança da barragem.

De acordo com o tenente-coronel Flávio Godinho, chefe da Defesa Civil de Minas Gerais, a equipe da força-tarefa trabalhou durante a madrugada para rever o plano de contingência da cidade. No dia oito de fevereiro, 492 pessoas que moram na chamada zona de autossalvamento – áreas que ficam a 10 km da jusante da barragem ou que a lama de rejeitos pode atingir em até 30 minutos –foram retiradas de suas casas preventivamente. Na data, o nível de alerta da barragem foi elevado para 2.

Godinho explica que a preocupação de momento é com quem vivem nas áreas secundárias, ou seja, as que em casos de rompimento, podem ser atingidas depois de 30 minutos." Existem cerca de 3.000 residências cujos moradores devem ser orientados para onde devem se descolar em caso de rompimento. Devemos fazer um treinamento neste domingo ou na segunda-feira", destacou.

Nível de risco

A Agência Nacional de Mineração (ANM) prevê três classificações de risco para as barragens no Brasil. Segundo o órgão de fiscalização, atualmente existem 729 estruturas que recebem rejeitos de mineração no país.

Veja o que significa cada grau de risco:

    • Nível 1: Quando detectada anomalia que resulte no início de uma Inspeção de Segurança Especial (ISE) e para qualquer outra situação com potencial comprometimento de segurança da estrutura;

    • Nível 2: Quando o resultado das ações adotadas na anomalia do nível anterior for classificada como “não controlada”;

    • Nível 3: Quando a ruptura da barragem é iminente ou está ocorrendo.