RS ocupa o oitavo lugar em lista de estados doadores de órgãos

RS ocupa o oitavo lugar em lista de estados doadores de órgãos

Doação foi tema de debate no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Correio do Povo

Doação foi tema de debate no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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Por Marco Aurélio Ruas

O número insuficiente de doadores de órgãos e tecidos para suprir a necessidade da demanda de transplantes no Estado foi um dos temas abordados no Grand Round, evento promovido pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) na manhã desta quarta-feira.

O encontro ocorreu em meio a Semana Nacional de Doação de Órgãos, que se iniciou no último domingo e vai até o dia 28. Uma das questões abordadas foi o diagnóstico da morte encefálica - fundamental tendo em vista a boa condição dos órgãos a serem doados -, e que tem entre as três principais causas o trauma, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a lesão hipóxico-isquêmica.

De acordo com a coordenadora do Programa de Transplante Hepático Infantil do HCPA, Sandra Maria Gonçalves, por conta do volume de pessoas que aguardam por um transplante, ocorre uma procura maior por doadores intervivos ou em óbito, mas sem condições ideais dos órgãos. “Em comparação ao último ano, não mudou a quantidade de doadores. Porém, aumentou o número de pessoas que estão aguardando nas filas de transplantes”, afirmou.

O Rio Grande do Sul já foi o segundo Estado com maior número de doações anuais. Porém, atualmente, ocupa apenas a oitava colocação. “Após a época em que as doações de órgãos atingiram um bom número, não ocorreu uma renovação na política de captação de órgãos”, destacou.

Os transplantes de rim e fígado, mais procurados, atingiram apenas 45% e 32%, respectivamente, da meta nacional no último ano. Outros percentuais foram: córneas (89%), Coração (15%) e pulmão (3%). O RS ficou um pouco abaixo da média nacional de doações. No encontro ainda foram tratados assuntos como os aspectos legais e éticos da doação, além das políticas e resultados da captação de órgãos.

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