Saúde confirma que 200 pessoas receberam vacinas vencidas no interior da Paraíba

Saúde confirma que 200 pessoas receberam vacinas vencidas no interior da Paraíba

Vacinação está suspensa no município de Lucena, na região metropolitana de João Pessoa

R7

Saúde vai monitorar quem recebeu aplicação

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) da Paraíba confirmou, no início da noite desta segunda-feira, que 200 pessoas entre adolescentes e adultos, receberam vacinas fora do prazo de validade. As equipes técnicas da secretaria também comprovaram que 49 crianças com menos de 12 anos receberam doses da vacina que seriam destinadas a adultos. A campanha de vacinação no município de Lucena, localizado na região metropolitana de João Pessoa, está temporariamente suspensa.

Uma denúncia recebida pelo MPF (Ministério Público Federal) indicava que uma auxiliar de enfermagem teria sido a responsável por fornecer indevidamente a vacina que deveria ser destinada a adultos antes mesmo de as doses pediátricas chegarem ao Brasil. O caso ocorreu na zona rural do município.

As equipes de vigilância e imunização do estado foram enviadas e constataram que 36 crianças do grupo que tomou as doses adultas receberam o imunizante sem validade. As vacinas recebidas por elas estavam em temperatura positiva há mais de 30 dias. Até o momento, segundo a SES, não há eventos adversos graves registrados.

Agora, as equipes técnicas deverão contabilizar todas as doses do imunizante Pfizer que foram enviadas para identificar as pessoas que receberam doses sem validade. Após a identificação, o grupo deverá ser orientado pela secretaria. De acordo com o titular da pasta, Geraldo Medeiros, as equipes técnicas da secretaria estadual de Saúde seguirão em Lucena até o fim desta semana. Há a previsão de um treinamento com as equipes de imunização da cidade a ser realizado na quinta-feira.

Segundo a prefeitura de Lucena, a responsável pelo suposto erro está afastada e teria aplicado as doses "indevidamente e sem autorização". "Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que, assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável", disse, em nota.

O Ministério da Saúde também acompanha o caso e monitora as crianças que foram indevidamente vacinadas, sobretudo por terem recebido uma dosagem três vezes maior do que a recomendada para a faixa etária. No âmbito administrativo, foi instaurado um processo para apurar as responsabilidades.


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