Sem pedido de reconsideração, RS mantém região de Santa Maria em bandeira vermelha

Sem pedido de reconsideração, RS mantém região de Santa Maria em bandeira vermelha

Região está integrada no modelo de cogestão, podendo aderir a protocolos menos rígidos

Correio do Povo

Região está integrada no modelo de cogestão, podendo aderir a protocolos menos rígidos

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Sem pedidos de reconsideração à classificação preliminar, o Gabinete de Crise manteve nesta segunda-feira a região de Santa Maria em bandeira vermelha – de risco epidemiológico alto – no mapa definitivo da 22ª rodada do Distanciamento Controlado, válida de 0h desta terça-feira até 23h59min da próxima segunda-feira, 12. A região se enquadra no modelo de cogestão. Ou seja, pode adotar protocolos semelhantes aos das demais 20 regiões Covid classificadas em bandeira laranja, com exceção das atividades presenciais de educação, que têm regras mais restritivas.

De acordo com os dados estaduais, Santa Maria registrou, no último levantamento, aumento de casos de internações em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de 36 para 39, e por Covid-19, de 34 para 37, o que resultou na redução de leitos livres (tanto na variação como na razão de leitos livres por ocupados). Outro fator que fez com que a região voltasse a ficar em bandeira vermelha foi o aumento no número de óbitos (de 14 para 15 nas últimas duas semanas, alta de 7%).

Novas hospitalizações por coronavírus crescem no RS

Na média geral do Estado, o número de novas hospitalizações de casos confirmados de Covid-19 voltou a crescer ao longo da semana, depois de apresentar queda na semana passada, subindo de 793 para 840 – aumento de 6%. E a quantidade de leitos livres também caiu (de 684 para 659, queda de 4%). No último dia de monitoramento, porém, o número de internados em leitos clínicos pela doença havia caído 4% (de 688 na quinta-feira anterior, para 659).

O número de óbitos influenciou positivamente o cálculo, com leve queda entre as duas últimas quintas-feiras no RS (de 273 para 272). Caíram ainda os indicadores de internações em UTI por SRAG (-1%), de internados em leitos clínicos (-4%) e de internados com Covid-19 em leitos de UTI (-2%).

O mapa com apenas uma região em bandeira vermelha já foi registrado no Estado na primeira rodada do modelo, com vigência de 11 a 17 de maio, e quando ainda eram consideradas 20 regiões Covid. Na ocasião, apenas a região de Lajeado foi classificada em vermelho, mas seis regiões (Uruguaiana, Santa Rosa, Ijuí, Taquara, Bagé e Cachoeira do Sul) estavam na bandeira amarela (risco epidemiológico baixo). Desde a oitava rodada, entre os dias 30 de junho e 6 de julho, o Rio Grande do Sul não tem bandeira amarela.

Regra 0-0

Conforme o mapa da 22ª rodada, apenas 32 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 551.963 habitantes, o que corresponde a 4,9% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes). Desses, 17 municípios (87.975 habitantes, 0,8% do RS) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local. Dos 465 municípios (10.777.642 habitantes) em bandeira laranja, 243 (11,1%, 1.256.107 habitantes) não apresentaram hospitalizações e óbitos nos últimos 14 dias.

Regiões em cogestão

Das 21 regiões em bandeira laranja, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba não aderiram ao sistema de cogestão do Distanciamento Controlado. As outras 18 já adotam protocolos alternativos às bandeiras definidas pelo governo. As regiões em cogestão classificadas em bandeira laranja podem adotar regras de bandeira amarela, basta que enviem protocolos próprios à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam). A adoção de protocolos alternativos não altera as cores do mapa definitivo.

Mudanças em protocolos

Na reunião do Gabinete de Crise desta segunda, foram confirmadas algumas mudanças nos protocolos estaduais, que deverão ser publicados em decreto no Diário Oficial do Estado. No segmento de hotelaria, será permitido aumento no teto de ocupação na bandeira amarela de 60% para 75%, e na laranja, de 50% para 60%. Em relação a missas, passa a permitir que coabitantes/familiares sentem juntos nas celebrações religiosas.

 


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