Sindicato de Hotéis de Porto Alegre recebe com "alívio" decreto municipal

Sindicato de Hotéis de Porto Alegre recebe com "alívio" decreto municipal

Estabelecimentos podem agora servir café da manhã dos hóspedes no salão

Correio do Povo

Com 8 mil leitos, rede hoteleira da cidade está com apenas 15% de ocupação na pandemia do novo coronavírus

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O presidente do Sindicato de Hotéis de Porto Alegre (SHPOA), Carlos Henrique Schmidt, declarou neste domingo que recebeu com “alívio” o decreto municipal 20.720 que permite refeições em hotéis. “Entregar café da manhã no quarto era super complicado operacionalmente e acaba entregando uma diversidade menor ao hóspede”, observou. Antes da flexibilização, a rede hoteleira podia apenas servir almoço e janta como os restaurantes. “Estávamos no limbo. Agora podemos oferecer o café da manhã no salão”, enfatizou.

Pelo decreto publicado na última sexta-feira no Diário Oficial de Porto Alegre, o uso das áreas destinadas para refeições nos estabelecimentos que prestem serviço de hospedagem ficam liberados, desde que observadas as mesmas regras de bares e restaurantes, como higienização, distanciamento entre as pessoas e ocupação máxima de mesas. O  empresário lembrou que os hotéis já atendem os protocolos, como é o caso da limitação do número de quartos e  mesas afastadas no salão.

Antes da pandemia do novo coronavírus, o presidente do SHPOA calculou que a rede hoteleira da cidade, com aproximadamente 8 mil leitos, tinha em torno de 60% de ocupação. Com a chegada da Covid-19, o movimento caiu para cerca de 15%. A Capital possui mais de 100 estabelecimentos no setor, mas a SHPOA tem cerca 40 associados.

Segundo Carlos Henrique Schmidt, os congressos, encontros, eventos de lazer, partidas de futebol e shows eram os principais responsáveis pela ocupação da rede hoteleira da cidade, além do turismo de negócios. “O mais interessante eram os grandes congressos”, recordou. “O problema todo é que somos dependentes da rede aérea. Cerca de 70% dos nossos clientes vinham de avião”, lembrou.

O presidente da SHPOA afirmou ainda que o setor empregava por volta de 4 mil pessoas. “Tivemos muitas demissões, reduções de salários e suspensão de contratos, além de fechamentos de hotéis”, lamentou. “Vamos saber realmente quais fecharam definitivamente quando voltar à normalidade quando veremos quem não abriu”, lamentou. “É muito horrível”, concluiu o dirigente.

 


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