“Sistema de bandeiras não é vacina”, afirma Leany Lemos
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“Sistema de bandeiras não é vacina”, afirma Leany Lemos

Coordenadora do Comitê de Dados do Governo do Estado defende necessidade de isolamento social

Por
Correio do Povo e Rádio Guaíba

Leany Lemos lembrou que comércio só irá reabrir após esforço em prol do isolamento


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A coordenadora do Comitê de Dados do Governo do Estado, Leany Lemos, enfatizou a necessidade do isolamento em entrevista à Rádio Guaíba, no dia seguinte ao Piratini anunciar que dez das 20 macrorregiões gaúchas no modelo de Distanciamento Social Controlado serem classificadas em bandeira vermelha, de alto risco de infecção por coronavírus. Para ela, o alerta em si só não basta sem a colaboração da população. “O sistema de bandeiras não é vacina. Não é porque tem protocolos que vai reduzir o contágio”, afirmou ela. 

Para Leany, “não são os governos que irão parar o vírus”. Segundo ela, é preciso a compreensão das pessoas, apesar do desgaste do isolamento: “Tem gente que está em home office e aí faz churrasco em casa. Não pode”, disse, alertando: “Um terço dos casos é transmitido nas residências”. 

A coordenadora, que foi uma das mentoras do sistema adotado pelo Piratini, defendeu o modelo, atribuindo ao plano o fato de o Rio Grande do Sul ter uma das menores taxas de letalidade por Covid-19 no Brasil. “A gente está entre os melhores estados, e é para isso que a gente tem que olhar. A nossa meta é continuar assim e não ter uma situação dramática”, frisou. Até a noite deste sábado, o Rio Grande do Sul contabilizava 715 mortes causadas pelo novo coronavírus. Em um momento de pressão no sistema de saúde, o RS passou nesta semana dos 30 mil casos. 

Leany pediu paciência para a reabertura do comércio e dos serviços e citou como exemplo positivo o município de Lajeado, que já foi um dos epicentros da doença no Estado. “Hoje, em Lajeado, nas últimas quatro semanas, a maior parte dos indicadores está melhorando. Daqui a pouco vai estar (na bandeira) amarela. Bagé já esteve em laranja e agora está em amarelo”, disse. “Tem algumas regiões do estado que estão estabilizados em amarelo ou laranja. É possível virar a curva, o mundo inteiro mostra isso.”

“A abertura do comércio e dos serviços vai depender dessa curva baixar. Vamos fazer esse esforço para ter uma melhora geral daqui a duas, três semanas”, concluiu. “A gente precisa evitar que haja um aumento de mortes.”


Mapa definitivo será divulgado na segunda

As regiões e municípios têm até a manhã deste domingo para encaminhar ao Governo do Estado recursos contra a classificação prévia da nona rodada do plano – que, de forma geral, indicou uma piora no cenário. As respostas serão divulgadas na segunda-feira e o período em vigor da nova fase inicia na terça, com vigência de uma semana.