Supermercados se adaptam ao decreto que proíbe vendas de produtos não essenciais

Supermercados se adaptam ao decreto que proíbe vendas de produtos não essenciais

Estabelecimentos fecharam corredores com carinhos e lonas

Cláudio Isaías

Supermercados se adaptam ao decreto que proíbe vendas de produtos não essenciais

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Os supermercados de Porto Alegre se adaptaram ao decreto que proibiu a venda de produtos não essenciais. Nesta segunda-feira, as redes supermercadistas estavam com corredores fechados e lonas nas prateleiras. Tanto nas principais rede de supermercados quanto nos estabelecimentos de bairro ocorreu o bloqueio ou a ocultação dos produtos considerados não essenciais conforme o determinado pelo governo do Estado. Os supermercadistas utilizaram fitas, carrinhos e lonas para impedir o acesso dos consumidores aos corredores e as prateleiras que ofereciam os produtos.

Em um hipermercado, localizado na avenida Ipiranga, na zona Leste da Capital, os funcionários fecharam o acesso aos corredores com carinhos de compra e fitas. Nestes locais, estavam sendo comercializados itens como panelas, potes, eletrônicos e utensílios de cozinha. Os funcionários colocaram um cartaz com a mensagem: "Atendendo a decreto. Venda exclusiva de produtos essenciais. Contamos com a sua compreensão". 

Em alguns estabelecimentos como um hipermercado na rua Sete de Setembro, no Centro Histórico, foi colocada uma lona preta para separar o que podia e o que não podia ser comprado. Os clientes passaram pelo corredor , mas não tiveram acesso aos produtos não essenciais. Em uma rede supermercadista na rua do Andradas, os funcionários antes da abertura do estabelecimento colocaram cartazes com informações sobre a venda exclusiva de produtos essenciais e a capacidade do estabelecimento - 120 pessoas entre funcionários e clientes.

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Um funcionário da rede supermercadista, que pediu para não ser identificado, disse que a loja em função da pandemia diminuiu o teto de ocupação que era de 250 pessoas (funcionários e consumidores) para 120. Ele disse que muita gente estranhou o fato de algumas prateleiras estarem tapadas com plástico. Moradora da rua Riachuelo, a dona de casa Ivete Salzano, considerou a medida adequada para o momento. "A ideia é que não ocorra aglomerações nos supermercados. Tinha muita gente simplesmente passeando no supermercado", ressaltou. Já Rita Sampaio, residente na rua Bento Martins, disse que não é toda hora que compram itens não essenciais. "O que poderia ser feito é um controle de entrada de clientes. ou seja, não permitir a superlotação", acrescentou. 

O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, disse reconhecer o momento delicado pelo qual o Rio Grande do Sul passa. "É nosso papel contribuir para minimizar a propagação do vírus. O governo do Estado mostrou capacidade de diálogo e bom-senso ao permitir que os supermercados apenas isolem as áreas de itens não essenciais, evitando que precisássemos retirar tudo da gôndola", ressaltou.

Longo elogiou a medida do governo estadual que autorizou a comercialização de flores no Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira. "Com mais clareza com relação a esta medida, estamos totalmente dispostos a contribuir e seguir as determinações do nosso líder Eduardo Leite nesta verdadeira guerra que estamos travando contra o coronavírus", destacou.   

Segundo Cesa Longo, o consumidor pode ficar tranquilo, porque não faltarão produtos nas gôndolas dos supermercados. "O momento é de mantermos a calma, buscarmos evitar aglomerações e acatarmos as orientações do governador do Estado, nesta grande batalha que estamos travando", acrescentou. Em caráter excepcional, o governo do Estado autorizou nesta segunda-feira a venda presencial de plantas e flores no dia 8 de março. A partir de terça-feira, a venda passa a ser autorizada apenas por tele-entrega, e esses itens também não podem estar ao alcance dos cliente nas lojas.       


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