"Três minutos antes a gente estava bem debaixo", diz idosa que presenciou acidente em Capitólio

"Três minutos antes a gente estava bem debaixo", diz idosa que presenciou acidente em Capitólio

Minutos antes, Zilma Fontes, 79 anos, estava em um barco com a família, debaixo do local onde a pedra cedeu

R7

A turista, natural de Minas Gerais, lamentou a morte das 10 vítimas da tragédia

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A viagem em família se transformou em trauma após Zilma Fontes, 79 anos, e todos os parentes a bordo de um barco presenciarem a queda de parte da rocha em Capitólio (MG), a 293 km de Belo Horizonte. "Três minutos antes a gente estava bem debaixo, tirando fotos", relatou ao R7.

A turista, natural de Minas Gerais, lamentou a morte das 10 vítimas da tragédia, ao mesmo tempo em que agradeceu por poder voltar para casa em segurança. "A ficha ainda não caiu. Estamos bem, mas muito abalados porque vimos tudo. Foi um horror, gente gritando", contou.

Enquanto estavam debaixo do cânion tirando fotos, a família percebeu algumas pedras se deslocando do paredão, mas não interpretaram aquilo como um perigo iminente. Zilma e a família continuaram, inclusive, fazendo vídeos enquanto o barco em que estavam saia do local. Já um pouco mais afastados da rocha que desabou, um dos registros mostra exatamente a queda da rocha de mais de 10 mil toneladas.

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A família chegou a ficar mais um dia na cidade antes de encerrar a viagem e resolveu participar da missa pelas vítimas. "Rezamos pelas vítimas, mas, na celebração, quase não se falou disso. O clima (da cidade) estava muito pesado. Uma tristeza só", completou.

Ainda não se sabe o que provocou o acidente, que ocorreu no sábado, por volta das 12h30. A Marinha e a Polícia Civil instauraram um inquérito para investigar as causas da queda no Lago de Furnas.

Em entrevista coletiva no domingo, o prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (Progressistas), disse ser 'injustiça' cobrar responsabilidades. "Daqui para a frente, a gente precisa fazer um monitoramento (geológico)", declarou.

Cerca de 50 militares, entre bombeiros e membros da Marinha, participam das operações de busca, que contam com 11 mergulhadores, quatro lanchas e três motos aquáticas. Outras sete viaturas apoiam os trabalhos. Além das dez vítimas mortas, todas integrantes da mesma lancha, mais de 30 pessoas ficaram feridas.

 


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