Trabalhadores dos Correios protestam em Porto Alegre no Dia Nacional de Luta

Trabalhadores dos Correios protestam em Porto Alegre no Dia Nacional de Luta

Categoria está em greve desde o dia 17

Henrique Massaro

Trabalhadores dos Correios realizaram nesta sexta-feira um Dia Nacional de Luta

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Em greve desde o dia 17 de agosto, os trabalhadores dos Correios realizaram nesta sexta-feira um Dia Nacional de Luta. Em Porto Alegre, a mobilização ocorreu em frente a sede, na rua Siqueira Campos por volta das 10h, e contou com a participação de funcionários da Capital e da Região Metropolitana. Depois disso, os grevistas seguiram em caminhada pelas ruas do Centro Histórico. O objetivo era conseguir a manutenção dos direitos adquiridos pela categoria.

“Queremos a reedição do nosso acordo coletivo de trabalho, esse é o objetivo, não estamos pedindo reajuste, só a manutenção do que a gente tem”, explicou o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores de Correios (Sintect-RS), Alexandre Nunes. De acordo com ele, a manifestação foi controlada para se evitar uma aglomeração de pessoas em tempos de pandemia.

Nunes explicou que a empresa retirou todos os benefícios dos trabalhadores desde primeiro de agosto, deixando-os apenas com a CLT. Segundo ele, a justificativa é de que precisa readequar à realidade do mercado, porém, somente no período da quarentena o lucro foi de R$ 383 milhões Ainda conforme o presidente do Sindicato, os Correios ainda não chamaram para nenhuma negociação.

Em nota, os Correios afirmaram que não pretendem suprimir direito dos empregados. “A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, gerando diminuição de despesas na ordem de R$ 600 milhões anuais.” Ainda segundo a nota, as reivindicações que vêm sendo feitas pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) custariam aos cofres quase R$ 1 bilhão no mesmo período, o que corresponde a quase dez vezes o lucro obtido em 2019. “Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.”


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