TRT4 recebe 14º Encontro Nacional do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania
capa

TRT4 recebe 14º Encontro Nacional do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania

Iniciado em 2004 na Comarca de Santa Maria, programa celebra 15 anos com proposta de atender professores e estudantes de escolas estaduais

Por
Eduardo Amaral

Orquestra Pequena Casa da Criança realizou uma apresentação musical na abertura do evento

publicidade

Iniciado em 2004 na Comarca de Santa Maria, região Central do Rio Grande do Sul, o Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) ganhou o Brasil com a proposta de atender professores, crianças e adolescentes de escolas estaduais. Em 2019, o projeto criado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) completa 15 anos de existência. Para celebrar a data e projetar o futuro, se iniciou nesta quinta-feira o 14º Encontro Nacional do TJC, que reúne por dois dias juízes de todo país na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), em Porto Alegre. Na abertura do evento, a Orquestra Pequena Casa da Criança realizou uma apresentação musical, sendo um das entidades atendidas pelo programa.

Durante dois dias, os magistrados analisam os resultados e projetam ações para o próximo ano. Presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV), Carolina Gralha explica que o trabalho consiste em apresentar “ noções básicas de direito do trabalho, direitos e deveres do trabalhador e do empregador.” Segundo ele, os estudantes ficam especialmente atentos ao tema assédio, por ligarem o tema ao bullying. Na avaliação dela, além de levar conhecimento, o programa também tem relevância para os magistrados. “Saímos dos nossos gabinetes, da nossa solidão do ato de julgar para viver e vivenciar um pouco a realidade dessas crianças e adolescentes, inclusive aprendemos mais com eles do que eles com a gente”, argumenta.

Carolina avalia também a importância do TJC como uma ferramenta para mudar a imagem dos juízes perante a população mais carente. “O Programa se presta para aproximar o juiz do trabalho dessa comunidade que está tão alijada de direitos e conhece a pessoa do juiz apenas como aquele que pune. A contrapartida é muito positiva e eles reconhecem a necessidade de uma Justiça do Trabalho forte e eficiente”, diz, 

O programa é dividido em três etapas. Na primeira, a formação é voltada aos professores; na segunda é a vez dos estudantes terem aulas. O último momento é uma apresentação artística dos alunos onde apresentam o que aprenderam durante o TJC.