Usuários da Trensurb relatam frustração com fechamento das estações

Usuários da Trensurb relatam frustração com fechamento das estações

Não há previsão de retorno da operação dos trens

Felipe Faleiro

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Pessoas que precisaram utilizar a Trensurb nesta sexta-feira tiveram um grande teste de paciência. Todas as estações foram fechadas por volta das 10h15min, em razão de um problema técnico em subestação entre a Luiz Pasteur e São Luís, entre os municípios de Sapucaia do Sul e Canoas. A Metroplan foi acionada pela companhia para reforçar as linhas de ônibus metropolitanas, enquanto o Corpo de Bombeiros e técnicos da RGE estão avaliando a extensão do problema. Segundo a estatal, não há previsão de retorno da operação dos trens. 

A dona de casa Jéssica de Almeida Silva, estava com sua filha, Sofia, 2 anos, no colo. Ela disse se tratar de uma situação “horrível”. “Estamos precisando esperar para ir embora. Já está na hora do almoço da minha filha e não vou conseguir dar a ela”, disse Jéssica, por volta de 12h30min. Ambas são moradoras de Canoas, e Jéssica havia passado por uma consulta médica na Capital. Eliane dos Santos trabalha no Hospital Municipal de Novo Hamburgo como auxiliar de serviços gerais, e realiza todos os dias o trajeto inteiro da Trensurb. “Estou tendo que ligar para minha chefia e avisar que vou me atrasar. É muito complicado”, disse ela. 
 
“É muito triste. Nem café tomei. Como vamos fazer?”, questionou a aposentada Olinda Rodrigues, também moradora de Canoas, que esteve em Porto Alegre para realizar um serviço na Caixa Econômica Federal. “Não temos outra opção de transporte para ir para casa. O jeito é esperar”, lamentou ela. Quem teve um pouco mais de sorte, utilizou transportes por aplicativo ou o serviço de táxis. O trânsito de veículos, já geralmente mais acentuado na altura das estações da Trensurb, ficou ainda mais intenso no entorno nestes pontos.

A pane foi no mesmo dia em que a Trensurb completou 37 anos de operação, e frustrou muitos usuários que precisaram utilizar as composições para se deslocar. Na Estação Farrapos, usuários do serviço lotaram as paradas de ônibus e inclusive optaram por vir ao Centro de Porto Alegre a pé. Já no terminal Mercado, muitos aguardavam no lado de fora, em pé junto ao portão fechado, ou, até mesmo, sentados nas escadas. A grande reclamação das pessoas é de não ter informações concretas sobre o que realmente está acontecendo.  


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