Licitação da Rodoviária de Porto Alegre resulta deserta e edital será relançado

Licitação da Rodoviária de Porto Alegre resulta deserta e edital será relançado

Pelo atual edital está prevista uma concessão de 25 anos para os futuros permissionários

André Malinoski

Centenas de pessoas passam pela Rodoviária todos os dias

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A licitação da Estação Rodoviária de Porto Alegre, inaugurada em 1970, resultou deserta ontem, no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Como não houve interessados, o governo do Estado deve relançar o edital em breve. A etapa deu sequência ao processo de concessão do espaço de transporte de passageiros, atualmente administrado pela empresa Veppo há 80 anos, na Capital, que teve edital publicado em 26 de maio. “Reavaliaremos os pontos que possam ter inibido o interesse das empresas. O governo tem a convicção de que o projeto foi muito bem construído. Trata-se de algo importante não apenas para Porto Alegre, mas também para todo o Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário extraordinário de Parcerias, Leonardo Busatto.

Pelo atual edital está prevista uma concessão de 25 anos, garantindo que 75% das obras e equipamentos sejam entregues nos primeiros três anos do contrato. O valor a ser investido em melhorias do local atinge a cifra de R$ 87,4 milhões, sendo R$ 75 milhões em investimentos nos próximos três anos. As intervenções exigidas pela prefeitura de Porto Alegre no entorno, como passarelas de pedestres, túneis e retorno alternativo para a avenida Mauá integram parte das obras. Haverá ainda climatização nas salas de espera, escadas rolantes e elevadores de acessibilidade, ampliação de espaços para lojas, novos sistemas de segurança e monitoramento, cobertura no ponto de embarque para táxis, cobertura no acesso ao Trensurb, entre outras qualificações. 

Um dos pontos mais importantes diz respeito aos ônibus que saem do Viaduto da Conceição e atualmente param para desembarque e embarque de passageiros em parada situada na parte lateral da Rodoviária. Muitas vezes o trânsito fica lento e caótico na região em função disso. Pela proposta do projeto, seria feito um corredor específico para os ônibus trafegarem, pela mão esquerda da saída do Viaduto da Conceição e acessarem um espaço de embarque e desembarque, que ficaria localizado no Largo Edgar Koetz, na parte inferior de onde fica a passarela de pedestres. Um túnel subterrâneo seria construído para permitir que os passageiros atravessem a via e saiam ao lado da rampa de acesso da Rodoviária.

Entre os serviços oferecidos, estão programadas vendas de passagens no local e também de forma virtual, despacho de encomendas, serviços aos usuários, como alimentação, informações e guarda-volumes; operação de embarque e desembarque, manutenção e conservação, limpeza das instalações, além de serviço de segurança. 

O governo estadual também prevê no atual edital uma transição com os atuais permissionários. No período de 12 meses, o novo concessionário não pode mudar o local das atuais lojas. Também não será permitido, durante 24 meses, aumentar o valor dos aluguéis e condomínio, à exceção da atualização monetária anual pelo IPC-A. O projeto de licitação da Estação Rodoviária, que recebia cerca de 15 mil passageiros por dia antes do início da pandemia da Covid-19, envolve as secretarias de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), de Logística e Transportes (Selt) e de Parcerias. 


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