Alto diplomata dos EUA rejeita teoria de ingerência da Ucrânia nas eleições
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Alto diplomata dos EUA rejeita teoria de ingerência da Ucrânia nas eleições

Em depoimento, Fiona Hill afirmou que a teoria era uma propaganda criada pela Rússia

Por
AFP

Hale disse não ter motivos para duvidar do testemunho de Fiona Hill

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O número três da diplomacia americana, David Hale, rejeitou nesta terça-feira a teoria do presidente Donald Trump de que a Ucrânia, e não a Rússia, interferiu na eleição presidencial de 2016. Ao ser questionado durante uma audiência pelo senador democrata Robert Menendez sobre se tinha provas de qualquer tipo de ingerência na última disputa pela Casa Branca, o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos respondeu "não".

E foi com um outro "não" que respondeu quando Menendez lhe perguntou sobre se a ingerência russa nas eleições eram um "engano", palavra usada frequentemente por Trump para se referir ao tema. "Sim, a comunidade de Inteligência avaliou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou influenciar a campanha de 2016 dirigida para nossas eleições presidenciais", declarou Hale ao Comitê das Relações Exteriores do Senado.

Hale disse não ter motivos para duvidar do testemunho de Fiona Hill. Durante a investigação para o processo de impeachment de Trump, esta ex-especialista da Casa Branca afirmou que a teoria da ingerência ucraniana era uma propaganda criada pela Rússia.