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Ampliação do mandato presidencial egípcio é aprovada em referendo por 88,8%

Cerca de 62 milhões de egípcios, de uma população de 100 milhões, estavam habilitados para votar

Mandato atual do presidente terminará dentro de seis anos
Mandato atual do presidente terminará dentro de seis anos Foto : Tarek ABDEL HAMID / AFP / CP

A polêmica revisão constitucional que permitirá a extensão do mandato do presidente Abdel Fatah al-Sissi foi aprovada no referendo realizado nesse domingo com 88,8% dos votos, anunciou nesta terça-feira a autoridade nacional eleitoral. O presidente desta autoridade, Lashin Ibrahim, informou em coletiva de imprensa no Cairo que 11,2% dos eleitores votaram contra e que a participação foi de 44,3%.

Cerca de 62 milhões de egípcios, de uma população total de aproximadamente 100 milhões, estavam habilitados para votar. Desta forma, o mandato atual do presidente terminará dentro de seis anos, passando o ano de encerramento de 2022 para 2024, segundo estipulado pela emenda ao artigo 140 da Constituição. Também segundo a reforma constitucional, após a prorrogação do mandato, o chefe de Estado "poderá ser reeleito para outro mandato", até 2030.

Nas últimas semanas, nas ruas do Cairo e de outras grandes cidades do país surgiram cartazes pedindo "sim" à revisão da Constituição de 2014 - que até agora limitava a dois o número de mandatos presidenciais, de quatro anos de duração.

Na última terça-feira, o Parlamento egípcio aprovou com esmagadora maioria (531 dos 554 votos) as emendas constitucionais que foram então submetidas a referendo. Al-Sissi foi eleito pela primeira vez com 96,9% dos votos, em 2014, um ano depois de ter liderado um movimento militar, em meio a uma revolta popular, que derrubou o então presidente Mohamed Mursi, de quem era ministro da Defesa. Sua reeleição, em março de 2018, com 97,08% dos votos, ocorreu em uma disputa com um rival sem qualquer expressão e após a prisão dos líderes que poderiam ofuscá-lo.