Argentina desacelera flexibilização por pandemia de Covid-19
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Argentina desacelera flexibilização por pandemia de Covid-19

Governo argentino teme uma saturação do sistema de saúde devido ao alto número de infecções do novo coronavírus

Por
AFP

"Até 16 de agosto, manteremos as coisas como estão", disse Fernández, ao lado de Horacio Rodríguez Larreta e Axel Kicillof


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A Argentina decidiu frear a flexibilização do confinamento por pelo menos mais duas semanas, devido ao alto número de infecções de Covid-19 que faz o governo temer uma saturação do sistema de saúde, anunciou o presidente Alberto Fernández nesta sexta-feira.

"Até 16 de agosto, manteremos as coisas como estão", disse Fernández em um discurso, acompanhado pelo chefe do governo de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, e pelo governador da província homônima Axel Kicillof. "Nos últimos dias, observa-se que o vírus está circulando mais e mais infecções são detectadas. Tudo isso gera hospitalizações e, infelizmente, mortes", afirmou o presidente.

A Argentina registrou um recorde de 6.377 infecções e 153 mortes em 24 horas na quinta-feira. Com um confinamento iniciado em 20 de março e parcialmente relaxado, até esta sexta-feira acumula 185.360 infecções, com 3.466 mortes e 83.780 altas médicas. Há 1.076 pessoas internadas em terapia intensiva, com uma ocupação que chega a 55,3% no país e 64,5% na região metropolitana de Buenos Aires. Dadas essas estatísticas, Kicillof alertou que "se os números não caírem, será necessário ir para uma quarentena muito mais difícil, porque os leitos (nos hospitais) estão enchendo".

A medida obrigatória de isolamento social foi gradualmente suavizada e na região metropolitana de Buenos Aires, onde mais de 90% dos casos estão concentrados, planejava-se passar para uma nova etapa a partir da segunda-feira, com a autorização para a prática de alguns esportes individuais ao ar livre e outras medidas. No entanto, as autoridades optaram por não avançar na falta de confinamento e pediram responsabilidade individual para impedir a propagação do vírus.


"O grande problema que tivemos nos últimos 15 dias foi o relaxamento. Sentimos que a situação está contida, mas não está, está longe de ser contida", afirmou Fernández. O presidente falou aos jovens em particular, lembrando-os de que, apesar de serem "os melhores para lidar com a doença, eles também são contagiosos".