Arizona e Wisconsin certificam vitória de Joe Biden nas eleições norte-americanas

Arizona e Wisconsin certificam vitória de Joe Biden nas eleições norte-americanas

Na Geórgia, governador e secretário rebatem acusações de fraude de Trump

R7

Com isso, as acusações do presidente Donald Trump de que a eleição teria sido alvo de fraudes em grande escala perdem cada vez mais força

publicidade

Os Estados norte-americanos de Arizona e Wisconsin anunciaram, nesta segunda-feira, a certificação dos resultados finais da eleição presidencial dos EUA, realizada no último dia 3 de novembro. Em ambos, a vitória por uma margem apertada ficou com o presidente eleito do país, Joe Biden.

Com isso, as acusações do presidente Donald Trump de que a eleição teria sido alvo de fraudes em grande escala perdem cada vez mais força. No próximo dia 14 o Colégio Eleitoral dos EUA se reunirá nos Estados e deverá confirmar a vitória de Biden. A posse dele está marcada para 20 de janeiro de 2021.

Resultados confirmados

Em Wisconsin, a certificação veio após um processo de recontagem nos dois principais condados do Estado, Milwaukee e Dane. A revisão dos resultados tinha sido pedida pelo comitê eleitoral de Trump e custou US$ 3 milhões (o equivalente a R$ 16 milhões).

Eleições EUA: antes de Trump e Biden, outros presidentes americanos também tiveram transições conturbadas
No fim, foram descobertos 87 votos que não tinham sido computados para Biden, que venceu o Estado por cerca de 30 mil votos e ficou com os 10 delegados de Wisconsin no Colégio Eleitoral.

O Arizona também anunciou a certificação dos resultados, que deram a vitória para Biden por cerca de 10 mil votos. Com isso, o democrata também ficará com os 11 delegados do Estado no colégio.

A segunda recontagem na Geórgia

Já na Geórgia, que passa pela segunda recontagem de votos, desta vez pedida pela campanha de Trump, tanto o governador Brian Kemp quanto o secretário de Estado, Brad Raffensperger, ambos do Partido Republicano, rejeitaram pedidos do presidente para suspender os resultados eleitorais.

Por meio de um porta-voz, Kemp afirmou que "pelas leis da Geórgia, o governador é proibido de interferir no processo eleitoral". Já Raffensperger, responsável pela condução da eleição, rejeitou acusações de fraude e disse que "uma imensa desinformação está sendo espalhada por pessoas desonestas" para afetar a credibilidade da eleição.

Biden, o primeiro democrata a vencer a disputa presidencial na Geórgia desde Bill Clinton em 1992, teve uma vantagem de pouco mais de 12,6 mil votos para conquistar os 16 delegados no Colégio Eleitoral.

Veja Também


publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895