Arquéologos descobrem monumento cerimonial em Stonehenge

Arquéologos descobrem monumento cerimonial em Stonehenge

Achado foi classificado como notável por acadêmico da Universidade de Birmingham

AFP

Arquéologos descobrem monumento cerimonial em Stonehenge

Arquéologos europeus que trabalham no mapeamento do sítio megalítico de Stonehenge, no sul da Inglaterra, anunciaram nesta quinta-feira a descoberta de vestígios de um monumento cerimonial até então desconhecido a menos de um quilômetro do círculo principal. "Esta descoberta é notável. Ela muda completamente nossa concepção do sítio de Stonehenge", comemorou o professor Vince Gaffney, da Universidade de Birmingham. "Não localizávamos um grande local de cerimônias há pelo menos 50 anos no sítio de Stonehenge. Por isso, pensávamos que era cercado apenas de vazio", acrescentou.

O novo monumento seria contemporâneo de Stonehenge, erguido há cerca de 4.500 anos, e também parece alinhado na direção do nascer do sol durante o solstício de verão. Trata-se de um fosso circular com duas entradas opostas nordeste/sudoeste e que pode ter apoiado uma estrutura de madeira: pequena, uma espécie de Stonehenge de madeira, e não de pedra. "A hipótese comumente admitida era de que havia apenas um campo vazio (em torno de Stonehenge), mas, agora, temos um monumento cerimonial maior e próximo dos imensos menires do sítio principal", declarou Vince Gaffney.

A descoberta - fortuita - foi feita por cientistas da Grã-Bretanha, Noruega, Suécia, Áustria e Alemanha, que lançaram um vasto projeto de mapeamento de Stonehenge dirigido pela Universidade de Birmingham e do Instituto Ludwig Boltzmann (Áustria). Stonehenge ("pedras de pé" no inglês arcaico), classificado como patrimônio mundial da Unesco em 1986, é um dos alinhamentos de menires mais importantes do mundo.

Seus 17 blocos de arenito, podendo pesar até 45 toneladas e cobertos por seis dintéis, estão alinhados na direção do nascer do sol durante o solstício de verão, o que reforçou a teoria de um observatório pré-histórico ou de um templo dedicado ao sol.

Recentes estudos, entretanto, contradizem essas hipóteses e revelaram que trata-se, na verdade, de um local de peregrinação reverenciado pelas propriedades terapêuticas de suas estrelas. Os doentes e feridos iam a Stonehenge em razão do poder curativo atribuído às pedras erguidas em círculo entre 2.400 e 2.200 antes de Cristo.

Atualmente, na planície verde de Salisbury, apenas 40% do sítio do período neolítico ainda existe. Mas a majestade dos menires restantes atrai cerca de um milhão de visitantes por ano.

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895