Ataques em Viena deixam ao menos 3 mortos e vários feridos

Ataques em Viena deixam ao menos 3 mortos e vários feridos

Chanceler austríaco, Sebastian Kurz, classificou episódio na noite desta segunda-feira como um "repulsivo ataque terrorista"

AFP

Vários suspeitos armados com fuzis" realizaram este ataque, segundo a polícia

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Pelo menos três pessoas, uma deles um dos atacantes, morreram no centro de Viena na noite desta segunda-feira, no que o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, chamou de "repulsivo ataque terrorista". "Vários suspeitos armados com fuzis" realizaram este ataque, segundo a polícia, que destacou que houve "seis tiroteios em diferentes pontos" da cidade.

"Uma pessoa morreu" e várias ficaram feridas, entre elas um agente, segundo a polícia, que informou pelo Twitter ter matado "um dos atacantes". O prefeito de Viena, Michael Ludwig, disse à imprensa local que 15 pessoas tinham sido levadas a um hospital, sete delas em estado grave. Mais tarde, a TV pública ORF reportou, também pelo Twitter, que uma mulher morreu devido aos ferimentos que sofreu durante os ataques.

O ministro do Interior, Karl Mehammer, disse à ORF que os disparos continuavam por volta das 22h GMT (19h de Brasília), três horas depois do início do tiroteio em Seitenstettengasse, no primeiro distrito, situado no centro da cidade. Ainda segundo o ministro, pelo menos um outro atacante está foragido. "Nossa República vive horas difíceis", escreveu Kurz no Twitter. "Nossa polícia age de forma contundente contra os atacantes deste repulsivo ataque terrorista".

"Não nos deixaremos intimidar jamais pelo terrorismo e combateremos estes ataques por todos os meios", acrescentou. Nehammer pediu aos moradores da capital austríaca que permanecessem em casa e evitassem locais públicos ou transportes coletivos.

O ruído das sirenes e helicópteros era incessante, assim como o trânsito de serviços de emergência na normalmente tranquila capital austríaca, que esta noite começaria um confinamento para conter a propagação do novo coronavírus. Um fotógrafo da AFP constatou um forte dispositivo policial na região onde fica o Teatro da Ópera de Viena.

Os primeiros disparos foram registrados perto de uma grande sinagoga, fechada àquela hora, assim como os prédios de escritórios vizinhos. O presidente da comunidade judaica de Viena, Oskar Deutsch, disse que os tiros ocorreram nas imediações da sinagoga de Stadttempel, mas ele acrescentou que até o momento desconhece-se se o templo era um alvo dos atacantes.

"Ato covarde"

"Pareciam fogos de artifício, mas percebemos que eram tiros", disse uma testemunha à TV pública ORF. Um dos atacantes "atirava selvagemente com uma arma automática" antes de a polícia chegar e abrir fogo, disse uma das testemunhas.

A Áustria não havia sofrido até agora com nenhum ataque, como os que sacudiram outros países da Europa. O presidente francês, Emmanuel Macron, tuitou: "nós, os franceses, compartilhamos a comoção e a dor do povo austríaco".

"Depois da França, é um país amigo que é atacado. É a nossa Europa", acrescentou Macron, em alusão ao atentado a faca de quinta-feira na qual três pessoas - entre elas uma brasileira - perderam a vida em Nice (sul) e à decapitação de um professor dias antes por um jihadista perto de Paris. A União Europeia condenou "com força" o "ataque terrível", segundo um tuíte do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, referindo-se a "um ato covarde".

"A Europa condena com força este ato covarde que viola a vida e nossos valores humanos. Meus pensamentos estão com as vítimas e os moradores de Viena, após o ataque terrível desta noite. Estamos ao lado da Áustria", escreveu Michel, que representa os 27 membros da UE. O chefe da diplomacia europeia, Josp Borrel, se disse "chocado" no Twitter com estes ataques. É "um ato de covardia, violência e ódio".

"Em todas as partes do nosso continente, estamos unidos contra a violência e o ódio", destacou pelo Twitter o presidente do Parlamento Europeu, o italiano David Sassoli. "Não devemos ceder ao ódio, que busca dividir nossas sociedades", reagiu o ministério alemão das Relações Exteriores após os ataques.

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