Chefe da diplomacia dos Estados Unidos visita o Afeganistão para discutir retirada de tropas

Chefe da diplomacia dos Estados Unidos visita o Afeganistão para discutir retirada de tropas

Antony Blinken chegou nesta quinta-feira para uma visita surpresa ao líder afegão Ashraf Ghani

AFP e Correio do Povo

Blinken afirmou "compromisso contínuo dos Estados Unidos com a República Islâmica"

publicidade

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, chegou nesta quinta-feira a Cabul, no Afeganistão, para uma visita surpresa, durante a qual apresentará o plano do governo Joe Biden de retirada de todas as tropas do país até 11 de setembro, quando os atentados de 2001 completam 20 anos. Ele deve se reunir com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e com os comandantes americanos no país para debater o anúncio de Joe Biden de que chegou o momento de "acabar com a guerra mais longa dos Estados Unidos".

De acordo a NPR, Blinken disse a Ghani que sua visita tinha como objetivo "demonstrar com minha visita o compromisso contínuo dos Estados Unidos com a República Islâmica e com o povo do Afeganistão". “A parceria está mudando, mas a parceria é duradoura”, falou, ao que Ghani respondeu: "Respeitamos a decisão e estamos ajustando nossas prioridades."

Na quarta-feira, Biden anunciou que os 2,5 mil soldados restantes dos EUA voltariam para casa em 11 de setembro, no vigésimo aniversário dos ataques terroristas que desencadearam uma invasão do Afeganistão. O presidente disse que uma presença militar contínua não era mais sustentável, pois a guerra já custou a vida a mais de 2,30 mil soldados e mais de 100 mil afegãos foram mortos ou feridos no conflito.

A saída americana acontecerá vários meses depois da data limite de 1º de maio estabelecida pelo acordo do ex-presidente Donald Trump com os talibãs em fevereiro de 2020. Muitos analistas acreditam que o movimento pode levar o país a uma nova guerra civil ou permitir o retorno ao poder dos talibãs, que foram derrubados no fim 2001. Ele ocorre ao lado da saída dos soldados da Otan. A missão 'Resolute Support' (Apoio Resoluto) da Aliança Atlântica tem 9.600 soldados de 36 países.

 

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895