China recusa-se a participar de negociações nucleares com EUA e Rússia

China recusa-se a participar de negociações nucleares com EUA e Rússia

Representante do país asiático criticou abordagem de Washington em relação ao tema

Agência Brasil e AFP

China não demostra interesse em participar de negociações com EUA e Rússia no setor nuclear

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A China rejeitou a ideia de participar de um esquema para a discussão do controle de armas nucleares com os Estados Unidos e a Rússia, informou nessa quarta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. A representante comentou declarações feitas pelo secretário americano de Estado, Mike Pompeo, após o encontro de terça-feira em Washington com o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov.

Pompeo e Lavrov discutiram o tratado bilateral de redução de arsenais nucleares New Start, a expirar em fevereiro de 2021. O secretário americano disse haver convicção pelos Estados Unidos da necessidade de incluir outras partes, como a China, em uma discussão mais ampla sobre controle de armamentos.

A porta-voz chinesa afirmou que a posição do seu país é clara. Declarou que a China reitera não ter intenção alguma de participar trilateralmente de negociações sobre controle de armamentos com os Estados Unidos e a Rússia. Segundo Hua Chunying, quando o assunto é desarmamento nuclear, Washington tenta constantemente se esquivar de responsabilidade ou transferi-la para Pequim. 

Acordo comercial

No âmbito da economia, China e Estados Unidos permanecem em "estreita comunicação" para chegar a um acordo comercial preliminar, assegurou nesta quinta-feira Pequim, antes de entrarem em vigência no domingo as novas tarifas americanas sobre os produtos chineses.

As duas maiores potências econômicas mundiais travam há 19 meses uma batalha comercial que deu lugar à mútua imposição de tarifas aduaneiras suplementares de bilhões de dólares. Neste domingo, 15 de dezembro, uma nova bateria de tarifas entrará em vigor nos Estados Unidos contra produtos chineses que até o momento não haviam sido afetados, como os do setor de eletrônicos e de roupas esportivas.

"Os negociadores (dos dois países) mantêm uma estreita comunicação", assegurou à imprensa o porta-voz do ministério chinês de Comércio, Gao Feng, que não deu nenhum outro detalhe. Para tentar resolver suas divergências, Pequim e Washington negociam arduamente um acordo comercial preliminar pelo qual a China aumentaria suas compras de produtos agrícolas americanos.

Em troca, os Estados Unidos renunciariam a seus novos aumentos tarifários previstos para 15 de dezembro. O acordo, anunciado como iminente há várias semanas pelo governo de Donald Trump, demora a se concretizar


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