Conselho de Segurança da ONU convoca reunião por escalada de tensão em Israel

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião por escalada de tensão em Israel

Esta é uma indicação da crescente preocupação internacional sobre o conflito israelense com palestinos e aonde ele pode levar

AFP

O encontro está sendo convocado a pedido da China, Tunísia e Noruega

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O Conselho de Segurança (CS) da Organização da Nações Unidas (ONU) irá realizar uma reunião de emergência nesta quarta-feira, 12, para tratar da mais recente escalada de tensões entre israelenses e palestinos. É esperado que o enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, informe aos 15 membros virtualmente sobre os desdobramentos na região. O encontro está sendo convocado a pedido da China, Tunísia e Noruega.

Pequim detém a presidência do conselho neste mês e sua missão na ONU confirma os planos para a segunda reunião de emergência em três dias. É uma indicação da crescente preocupação internacional sobre o conflito e onde ele pode levar. Esses três países propuseram um esboço de declaração expressando "grave preocupação" com o aumento das tensões e pedindo a Israel que cesse os despejos de palestinos na região oriental de Jerusalém. O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que o país quer garantir que quaisquer declarações do conselho "não aumentem as tensões".

Nesta terça-feira, 11, Israel intensificou seus ataques à Faixa de Gaza, destruindo um arranha-céu usado pelo Hamas e matando pelo menos três militantes em seus esconderijos, enquanto foguetes lançados por palestinos caíam em partes de Israel. Foi o confronto mais pesado entre os dois lados desde 2014, e não mostrou sinais de desaceleração.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu expandir a ofensiva, enquanto os militantes de Gaza lançaram uma série de foguetes que dispararam sirenes de ataque aéreo e explosões em toda a densamente povoada área metropolitana de Tel-Aviv.

Rússia e Turquia pedem "desescalada"

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu, uma "desescalada" no conflito entre o movimento islamista palestino Hamas e Israel em uma conversa por telefone com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan. Os líderes "expressaram sua grande preocupação com os combates que continuam e com o crescente número de mortos e feridos" e "convocaram as partes a uma desescalada da tensão", informou a Presidência russa. Putin mantém boas relações com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com os dirigentes palestinos e com o chefe de Estado turco.

Já a Presidência turca evocou uma posição ofensiva, com Erdogan pedindo à comunidade internacional que "dê uma lição firme e dissuasiva em Israel". O dirigente turco denunciou o que chamou de "descarada agressão contra a mesquita de Al-Aqsa [em Jerusalém] e contra os palestinos", acrescentou a mesma fonte.

Ferrenho defensor da causa palestina, o presidente turco destacou ainda "a necessidade de trabalhar na ideia de enviar uma força de proteção internacional para proteger os civis palestinos". Estas declarações se dão em um contexto de tensão e de violência que deixou mais de 40 mortos na Faixa de Gaza, bombardeada pelas forças israelenses, e em Israel, para onde Hamas multiplicou os disparos de foguetes.

 

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