Em conversa com Papa, Erdogan pede fim do "massacre" de palestinos

Em conversa com Papa, Erdogan pede fim do "massacre" de palestinos

Presidente turco também pediu à comunidade internacional que "dê a Israel a lição dissuasória que merece e se tome medidas concretas nesta direção"

AFP

Os bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza começaram em 10 de maio

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, defendeu, em uma conversa por telefone com o Papa Francisco nesta segunda-feira, sanções internacionais contra Israel para obrigar o país a parar o "massacre" de palestinos. "A menos que a comunidade internacional puna com sanções Israel, que comete um crime contra a humanidade, os palestinos continuarão a ser massacrados", declarou Erdogan ao sumo pontífice, de acordo com o resumo do telefonema divulgado pela Presidência turca.

Erdogan disse ao Papa que "o ocupante israelense, que bloqueia o acesso à mesquita de Al-Aqsa e à Igreja do Santo Sepulcro (em Jerusalém Oriental), restringe a liberdade de culto e mata civis inocentes em terras palestinas", relata o comunicado. "Esta barbárie também ameaça a segurança regional", frisou, ainda conforme a nota oficial.

O presidente turco também pediu à comunidade internacional que "dê a Israel a lição dissuasória que merece e se tome medidas concretas nesta direção". Um ferrenho defensor da causa palestina, Erdogan vem tendo há dias conversas com diferentes líderes estrangeiros, na tentativa de pôr fim à vasta ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.

Os bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza começaram em 10 de maio, depois que o movimento palestino Hamas lançou vários foguetes contra Israel em solidariedade às centenas de manifestantes palestinos feridos em confrontos com a polícia israelense na Jerusalém Oriental ocupada.

Os manifestantes palestinos protestavam contra a ameaça de despejo forçado de famílias palestinas, em benefício dos colonos israelenses. Desde 10 de maio, os bombardeios israelenses contra Gaza e a repressão na Cisjordânia mataram cerca de 200 palestinos, incluindo pelo menos 58 menores. Mais de 1.200 palestinos ficaram feridos. Em Israel, os disparos de foguetes palestinos mataram dez israelenses, entre eles uma criança, e feriram 294.


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