Embalado por vaga na Olimpíada, Matheus Henrique quer jogar Gre-Nal no próximo sábado
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Embalado por vaga na Olimpíada, Matheus Henrique quer jogar Gre-Nal no próximo sábado

Jogador reconheceu que precisa de maior preparo físico

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Correio do Povo

Jogadores da seleção olímpica desembarcaram nesta terça em Porto Alegre para apresentação no Grêmio

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O meia Matheus Henrique desembarcou nesta terça-feira em Porto Alegre para se apresentar ao Grêmio com a moral e a motivação em alta após conquistar a classificação para as Olimpíadas de Tóquio com a Seleção Olímpica Brasileira. Menos de quatro horas depois de chegar à cidade, o jogador esteve no Centro de Treinamentos do clube e afirmou que quer estar campo no próximo sábado para jogar o clássico contra o Inter pela semifinal do Gauchão

“Gre-Nal é um dos maiores clássicos do mundo, assim como Brasil e Argentina. Fui vitorioso no último final de semana e vou fazer de tudo para ganhar no próximo também. Se eles me perguntarem, meu desejo é estar à disposição do Gre-Nal. Mas se falarem que tenho que treinar, eu vou. Temos profissionais capacitados que sabem o que precisamos”, comentou o atleta.

O Gre-Nal ocorrerá no Beira-Rio, a partir das 16h30min. Matheus afirmou que acompanhou o Tricolor à distância sempre que possível e avaliou que a equipe não vai mudar sua forma de entrar campo por se tratar de uma disputa em jogo único, fora de casa. “Nem tive muito contato com o Renato, então não sei muito sobre a nossa equipe. Pelo que conheço do nosso grupo, o estádio não quer dizer nada. Seja onde for, o Grêmio vai buscar a vitória”, apontou.

Apesar do entusiasmo, o meia reconheceu que pode ficar de fora por conta da falta de preparo. Matheus Henrique se apresentou à seleção no dia 3 de janeiro e treinou por pouco mais de uma semana antes de embarcar para a Colômbia. “Tivemos uns 10 dias de preparação. Não foi tão intensificada como no clube, era mais jogo atrás de jogo. Sei que preciso mais (treinos), já falei com a preparação física”, disse. 

Se for escalado, o jogador minimizou a falta de entrosamento com o grupo recheado de novos reforços. Afirmou que não viu tanta diferença entre o estilo de jogo do Tricolor e da seleção. “O (técnico do Brasil, André) Jardine tinha uma ideia de jogo de ficar com a bola. Claro que eram outros jogadores, cada um tem sua característica. Era sub-23, mas 90% ali joga no profissional. A seleção não é igual ao Grêmio, mas não fugia muito. A ideia era ficar com a bola, se defender com a bola e atacar”, avaliou.

Novo camisa 7

Enquanto Matheus estava concentrado com a equipe nacional, o Grêmio abriu período de negociação com os atletas pela numeração nos uniformes. O atleta, que até então vestia a 18, procurou o técnico para trocar sua numeração. “Fiquei sabendo que ninguém queria usar a 7 pelo peso que ela tem e eu pedi pro professor. Não vou prometer gols pra torcida assim como estávamos acostumados com o Luan ou o próprio Renato, mas a torcida pode ter certeza que quem vai usar essa camiseta é alguém que ama o clube e todo jogo vai dar o seu melhor dentro de campo para honrá-la”, afirmou.

Foi também durante sua participação na seleção que o Tricolor anunciou seus reforços para a temporada, entre eles o lateral-esquerdo Caio Henrique – o paulista de 22 também fez parte do time que conquistou a vaga para Tóquio. “Falei pro Caio que o grupo é muito bom”, comentou, destacando também sobre a concorrência com os recém-chegados Thiago Neves e Lucas Silva. “É bom ter jogador de qualidade no elenco. Precisamos de um grupo forte e competitivo”.