Esforços contra coronavírus precisam ser conjuntos, diz OMS

Esforços contra coronavírus precisam ser conjuntos, diz OMS

Declaração foi dita pelo chefe da Organização em uma coletiva de imprensa

AE

Entidade disse que é preciso evitar ''nacionalismo'' na busca pela vacina contra a Covid-19

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu nesta terça-feira (18) que o mundo aja de forma conjunta na luta contra o novo coronavírus. Ele falou durante coletiva de imprensa da entidade, afirmou que é preciso evitar o que ele chamou de "nacionalismo" de possíveis vacinas contra a Covid-19. 

O chefe da Organização ressaltou ainda que é necessário fazer o "melhor tipo de planejamento" e que, para isso, os países devem agir como uma "orquestra", com cada músico fazendo sua parte. 

Nova fase na Ásia 

Segundo a OMS, o coronavírus entrou em uma nova fase na região Ásia-Pacífico, onde se propaga atualmente entre os menores de 50 anos, geralmente assintomáticos. E as pessoas sem sintomas com com sintomas leves correm o risco de infectar idosos ou pessoas com problemas de saúde, afirmou Takeshi Kasai, diretor da OMS para o Pacífico oeste.

"A epidemia está mudando. As pessoas com 20, 30 ou 40 anos são cada dia mais uma ameaça. Muitos não sabem que estão infectados. Têm sintomas leves ou, às vezes, nenhum sintoma", explicou. "Não estamos vendo apenas um novo surto, eu vejo sinais de que entramos em uma nova fase da pandemia na Ásia-Pacífico", disse Kasai.

Dois terços dos infectados nos últimos dias no Japão têm menos de 40 anos, de acordo com dados da OMS. Assim como acontece com metade dos infectados nas Filipinas e Austrália. "Temos que intensificar os esforços para que o vírus não afete as populações mais vulneráveis", advertiu Kasai.

Países onde a epidemia parecia estar controlada como Nova Zelândia, Vietnã ou Coreia do Sul detectaram novos focos recentemente, o que obrigou o retorno das restrições em várias cidades. Recorrer a confinamentos localizados, sem consequências econômicas tão graves para os países, parece estar funcionando em muitos casos e pode ser uma ferramenta útil a longo prazo, de acordo com Kasai. "Mas a ameaça persistirá enquanto o vírus circular e não estivermos imunizados contra ele", advertiu.


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