Estátua de Churchill será descoberta em Londres para visita de Macron

Estátua de Churchill será descoberta em Londres para visita de Macron

Será o primeiro deslocamento de Macron desde o final de fevereiro, devido à pandemia

AFP

Estátua foi coberta após protestos

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Trancada em uma caixa para ficar protegida durante os protestos antirracistas em Londres, a estátua do ex-primeiro-ministro britânico e herói da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, será descoberta para uma visita do presidente francês, Emmanuel Macron – anunciou a prefeitura nesta quarta-feira. O chefe de Estado viajará à capital inglesa na quinta-feira para marcar o 80º aniversário do apelo ao povo francês pelo general Charles de Gaulle, do exílio em Londres, pedindo que resistissem à ocupação nazista.

Será o primeiro deslocamento de Macron desde o final de fevereiro, devido à pandemia. Ele escapará da quarentena de 14 dias imposta pelo Reino Unido a quem chega, graças a uma exceção para as delegações oficiais.

Coberta após protestos pela morte nos Estados Unidos do afro-americano George Floyd, a estátua de Churchill "será descoberta para a visita do presidente" francês, anunciou um porta-voz do prefeito trabalhista, Sadiq Khan.

Também em Cenotafio, um monumento aos mortos e as estátuas de Nelson Mandela e Mahatma Gandhi tiveram de ser protegidos, devido à convocação de uma contramanifestação da extrema direita no fim de semana passado, que levou a confrontos com a polícia.

O monumento de Churchill havia sido danificado, como outros símbolos do passado colonial britânico, em um dos primeiros protestos antirracistas em Londres, quando um manifestante escreveu com tinta no pedestal "foi um racista". Um busto de De Gaulle também foi recentemente atacado na cidade de Hautmont, norte da França.

A depredação do monumento de Churchill gerou indignação no Reino Unido, particularmente do primeiro-ministro Boris Johnson, grande admirador do líder histórico, sobre quem escreveu uma biografia anos atrás.

"Resistirei com cada respiração de meu corpo a qualquer tentativa de remover essa estátua da Praça do Parlamento e, quanto mais cedo seu escudo protetor for retirado, melhor", afirmou.

"Estamos buscando novas maneiras de legislar contra o vandalismo dos monumentos de guerra", disse ele hoje na Câmara dos Comuns. A imprensa mencionou possíveis penas de prisão para os infratores.


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