Estados americanos se voltam contra lei que nega cidadania a imigrantes
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Estados americanos se voltam contra lei que nega cidadania a imigrantes

Procuradores-gerais apresentaram ação contestando a constitucionalidade da lei por visar desproporcionalmente imigrantes não brancos

Por
AFP

Em protesto, cartaz diz: "Ninguém é ilegal"

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Um grupo de estados americano processou, nesta sexta-feira, o governo de Donald Trump por sua nova regulamentação que procura negar cidadania e residência permanente a imigrantes que recebam ajudas sociais. Os procuradores-gerais da Califórnia, do Maine, de Oregon, da Pensilvânia e do Distrito de Columbia apresentaram uma ação em um tribunal federal de San Francisco contestando a constitucionalidade da lei por visar desproporcionalmente imigrantes não brancos. "É óbvio o que este governo está fazendo - é mais insidioso do que se pode dizer, e a Califórnia não será parte disso", afirmou o governador do estado, Gavin Newsom, em entrevista em Sacramento.

A lei anunciada na segunda-feira afeta os imigrantes que recebem bônus de desconto para alimentos, atendimento médico público e outras assistências. Esses estrangeiros, em sua maioria latinos, veem suas esperanças de conseguir cidadania mais longe ainda. A ação argumenta que a lei atenta contra pessoas marginalizadas, inclusive crianças, idosos e famílias de baixa renda. "A lei foi motivada por um espírito intencional baseado em raça e origem contra indivíduos que vêm do que o presidente Trump chamou de 'países de merda'", descreve.

O novo critério implica que 22 milhões de residentes não cidadãos dos EUA que receberem subsídios não poderão obter cartões de residência ou cidadania americana. Além disso, os imigrantes não obterão vistos de residência se forem considerados muito pobres e com uma tendência a precisar de assistência social.