EUA crê que novo líder do EI poderia substituir Baghdadi em semanas
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EUA crê que novo líder do EI poderia substituir Baghdadi em semanas

Diretor do Centro Nacional Antiterrorista descarta qualquer ataque significativo dentro de um curto prazo

Por
AFP

Diretor do Centro Nacional Antiterrorista descarta qualquer ataque significativo dentro de um curto prazo

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A liderança do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) tem muitos candidatos para substituir Abu Bakr al-Baghdadi, que morreu na semana passada em uma operação militar dos Estados Unidos na Síria, e o novo líder pode ser definido em algumas semanas, informou o diretor interino do Centro Nacional Antiterrorista, Russ Travers.

Travers não fez nenhuma previsão sobre quem assumirá o lugar de Baghdadi, que cometeu suicídio ao ser encurralado pelas forças especiais americanas. O diretor disse que o grupo jihadista tem inúmeros candidatos para liderar os cerca de 14 mil combatentes espalhados entre a Síria e o Iraque. "Não há dúvida de que as perdas foram significativas para o EI durante o fim de semana", declarou Travers perante o Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados, referindo-se à morte de Baghdadi e do porta-voz da organização jihadista Abu Hassan al Muhajir.

"Mas, ao mesmo tempo, eles têm muitos candidatos", disse o especialista. "Acho que, entre alguns dias e algumas semanas, assistiremos ao anúncio de um novo líder", acrescentou. Travers declarou que o próximo líder do EI poderia estabelecer relações com Ayman al Zawahiri, líder do grupo extremista Al-Qaeda. "Haverá elogios fúnebres. Esses elogios virão da Al-Qaeda", afirmou. "Suspeito que Al Zawahiri atue como um velho estadista e envie um comunicado". "Haverá pedidos para atacar alvos ocidentais. E haverá pedidos para que integrantes do grupo jurem lealdade ao novo líder", complementou Travers.

A curto prazo, o especialista não acredita que o EI seja capaz de realizar qualquer ataque significativo, mas continuará planejando uma operação importante, apesar da morte de Baghdadi. O funcionário americano recordou que, além de combatentes na Síria e no Iraque, o grupo tem cerca de 20 ramificações no mundo, com centenas a milhares de integrantes por unidade. "Isto nos indica que eles têm muitas opções", explicou.