EUA mobilizam investigações sobre bombas contra opositores a Trump

EUA mobilizam investigações sobre bombas contra opositores a Trump

Ninguém foi detido até o momento sob suspeita de enviar seis artefatos explosivos

AFP

Ninguém foi detido até o momento sob suspeita de enviar seis artefatos explosivos

publicidade

As forças de inteligência e segurança dos Estados Unidos promovem grandes esforços para desvendar motivações e responsáveis por ameaças com artefatos explosivos, desde o início da semana. "Até o momento os dispositivos são o que parecem bombas caseiras montadas em tubos", informou agente do FBI Bryan Paarmann.

"Se é uma pessoa ou uma rede, realmente não tenho certeza neste momento", declarou o chefe da Polícia de Nova York, James O'Neill, à CNN, afirmando esperar que o responsável seja identificado e detido nos próximos dias.

• Autoridades de Nova Iorque dizem que pacotes suspeitos foram atos terroristas

Pelo menos seis pacotes suspeitos foram enviados em Nova Iorque, Washington e Flórida, inclusive para renomados afro-americanos e políticos democratas; como o ex-procurador-geral do governo Obama, Eric Holder, e a legisladora pela Califórnia Maxine Waters.

Foram enviados em envelopes pardos forrados com plástico-bolha, com os endereços em etiquetas impressas por computador. Cada um deles tinha como remetente o nome de Debbie Wasserman Schultz, ex-presidente do Comitê Nacional Democrata.

Declaração e críticas 

Em declarações breves, o presidente norte-americano, Donald Trump, pediu unidade ao país, afirmando que "atos de violência política" não têm "lugar nos Estados Unidos". Trump também pediu que a mídia pare com a "hostilidade sem fim" e com os "ataques falsos" em comentários sobre as bombas.

No Twitter, a hashtag #MAGABomber virou "trending topic" nos Estados Unidos, à medida que os usuários inundaram a rede social com acusações de que Trump incitou as tentativas de ataque e destacando as declarações tóxicas que ele fez no passado contra os alvos dos pacotes. Críticos liberais e de orientação esquerdista denunciaram sua Presidência, marcada pelo slogan, "Make America Great Again" (Fazer a América grande de novo), de encorajar extremistas de direita. Ele endossou a agressão de um repórter e denuncia a imprensa crítica de produzir notícias falsas.

"Há uma completa e total falta de compreensão da Casa Branca sobre a seriedade de seus ataques continuados na mídia", disse o presidente da CNN, Jeff Zucker. "As palavras importam. Até agora, eles não demonstraram ter entendido isso", acrescentou.

A CNN precisou evacuar sua sede em Nova Iorque, nesta quarta-feira, depois que um suposto explosivo foi encontrado na sala de correspondência, juntamente com um envelope contendo um pó branco. Um esquadrão antibombas neutralizou o dispositivo e o enviou para análise, informou a Polícia.

O pacote à CNN destinava-se ao ex-diretor da CIA, John Brennan, que apareceu na emissora como um convidado e talvez seja o crítico mais ferrenho de Trump na comunidade de segurança nacional.

O Serviço Secreto interceptou o pacote endereçado na terça-feira a Hillary Clinton na casa onde ela vive com o marido, o ex-presidente Bill Clinton, no Norte de Manhattan, e um segundo pacote destinado à casa de Obama, em Washington, nesta quarta. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos envios e até o momento ninguém foi detido.


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895