Europeus renunciam a projeto de resolução crítico com Irã na AIEA

Europeus renunciam a projeto de resolução crítico com Irã na AIEA

Texto de Alemanha, França e Reino Unido, apoiado pelos Estados Unidos, condenava a decisão dos iranianos de suspender algumas inspeções de programa nuclear

AFP

"Vamos dar tempo à diplomacia'', disse o diretor geral da AIEA, Rafael Grossi

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Os países europeus decidiram finalmente renunciar à resolução contra o Irã que seria apresentada ao conselho de ministros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), informaram fontes diplomáticas nesta quinta-feira.

O texto de Alemanha, França e Reino Unido, apoiado pelos Estados Unidos, condenava a decisão do Irã de suspender algumas inspeções de seu programa nuclear. Mas não será submetido à votação, disseram as fontes diplomáticas em Viena à AFP. "Vamos dar tempo à diplomacia. Aconteceram iniciativas por parte de (diretor geral da AIEA, Rafael) Grossi e o Irã dá mostras de um pouco de boa vontade", afirmou uma fonte.

Na terça-feira, sem citar fontes, o jornal iraniano ultraconservador Vatan-e Emruz publicou que o presidente Hassan Rohani ordenou a suspensão da produção de urânio metálico na fábrica de Isfahan. O governo não desmentiu as informações.

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Em fevereiro, o Irã anunciou que iniciou a produção deste tipo de urânio para alimentar um de seus reatores, um ato que viola os termos do acordo sobre seu programa nuclear firmado em 2015 com diversos países Este material pode ser usado para fabricar armas nucleares, mas o Irã sempre negou que esta seria a sua intenção.

O Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC) assinado em 2015 pelo Irã e seis grandes potências (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) está por um fio desde que o governo dos Estados Unidos se retirou de maneira unilateral do acordo em 2018 e restabeleceu sanções contra Teerã.

O novo presidente americano, Joe Biden, prometeu examinar novamente a situação se o Irã respeitar os termos do acordo, mas as autoridades de Teerã exigem antes a retirada das sanções que asfixiam sua economia.


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