Evo Morales é nomeado chefe de campanha do MAS para as próximas eleições
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Evo Morales é nomeado chefe de campanha do MAS para as próximas eleições

Eleições de 2020 serão as primeiras em 18 anos sem o boliviano como candidato à Presidência

Por
AFP

"Agradeço a confiança para me nomear chefe de campanha", escreveu Morales no Twitter

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O ex-presidente boliviano Evo Morales foi nomeado neste sábado por seus apoiadores chefe de campanha de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS) para as eleições de 2020, em uma assembleia celebrada em Cochabamba (centro). 

"Agradeço a confiança para me nomear chefe de campanha. Elegeremos um candidato unitário e venceremos novamente as eleições em primeiro turno. Obrigado por não me abandonarem, eu sempre estarei com vocês. Unidos venceremos!", escreveu Morales, que está em Cuba, em sua conta no Twitter. 

A assembleia partidária adiou a eleição da chapa que o partido vai apresentar até que se alcancem maiores condições de unidade. As eleições de 2020 serão as primeiras em 18 anos sem Morales como candidato à Presidência.

Asilado no México desde 12 de novembro, Morales fez nesta sexta-feira uma viagem temporária a Cuba, informou a chancelaria mexicana. O motivo seria uma consulta médica. Especula-se que, após sua visita a Cuba, Morales se mudaria para a Argentina, onde vivem seus filhos e contaria com a proteção do governo do peronista Alberto Fernández, que assume o cargo em 10 de dezembro. 

Do exterior, ele pretende comandar a estratégia de participação do MAS nas eleições bolivianas, previstas para o primeiro trimestre do ano que vem. "Estarei em breve na Bolívia para que juntos enfrentemos eleições e as vençamos como sempre fizemos", prometeu Morales aos presentes na Assembleia durante um curto telefonema. 

Entre os possíveis candidatos a suceder Morales aparece o nome de Andrónico Rodríguez, um jovem líder camponês de produtores de coca. Também é citada Adriana Salvatierra, ex-presidente do Senado. 

Completam a lista Luis Arce, ex-ministro da Economia, que na sexta-feira viajou para o exílio no México; o ex-chanceler David Choquehuanca e o ex-ministro da Justiça, Héctor Arce. Morales renunciou em novembro, depois que uma missão da OEA detectou irregularidades nas eleições de 20 de outubro e após perder o apoio das Forças Armadas.