Furacões deixaram cerca de 200 mortos e destruição milionária na América Central

Furacões deixaram cerca de 200 mortos e destruição milionária na América Central

Eta e Iota atingiram a Nicarágua provocando tempestades que causaram destruição na América Central e nas ilhas do Caribe colombiano

AFP

Inundações e deslizamentos de terra deixaram o maior número de vítimas em Honduras

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Os furacões Eta e Iota, que atingiram a América Central este mês, deixaram pelo menos 200 mortos, bem como milhões de dólares em danos à infraestrutura produtiva e social, da Guatemala ao Panamá, segundo balanços dos países afetados.

Tanto o Eta quanto o Iota atingiram o norte da Nicarágua como furacões, provocando tempestades que causaram destruição na América Central e nas ilhas do Caribe colombiano. O Eta chegou àquela região como furacão de categoria 4 e foi superado duas semanas depois pelo Iota, que atingiu a categoria máxima ao tocar a terra na mesma área nicaraguense, no último dia 16.

As inundações e deslizamentos de terra deixaram o maior número de vítimas em Honduras, com 94 mortos e oito desaparecidos, segundo o registro oficial, embora vizinhos do vale de Sula tenham afirmado à imprensa local que muitos corpos não foram resgatados.

Os maiores prejuízos foram registrados no vale de Sula, eixo da economia de Honduras, devido ao transbordamento de rios, que obrigou milhares de pessoas a subir em árvores ou no telhado de suas casas, de onde foram resgatadas por lanchas e helicópteros.

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Ciclones mortais

A Guatemala registrou oficialmente 60 mortos, 100 desaparecidos e 2,1 milhões de pessoas afetadas, embora o governo tenha reconhecido que um deslizamento de terra provocado pelo Eta na aldeia indígena de Quejá pode ter causado mais de 100 mortes.

Na Nicarágua, 21 pessoas morreram em deslizamentos de terra e inundações, que afetaram mais de 3 milhões de pessoas e causaram um prejuízo de 742 milhões de dólares, segundo o governo.

No Panamá, os dois fenômenos deixaram mais de 20 mortos e uma dezena de desaparecidos, além de um prejuízo milionário, principalmente na província ocidental de Chiriquí e na comarca indígena Nabe-Buglé.

A Costa Rica foi mais atingida pelo Eta, que deixou dois mortos em um deslizamento ocorrido no cantão de Coto Brus, fronteira com o Panamá. Os dois ciclones deixaram 29 comunidades isoladas, segundo a Comissão Nacional de Emergências.

Em El Salvador, os furacões deixaram dois mortos e prejuízos não quantificados à agricultura. Outras duas pessoas morreram no arquipélago colombiano de San Andrés, Providencia e Santa Catalina.


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