capa

Governo dos EUA promete ser "implacável" contra programa de mísseis do Irã

Trump abandonou acordo firmado em 2015 retomando sanções contra potência árabe

Por
AFP

Resolução da ONU exige que Irã não realize atividades relacionadas a mísseis balísticos

publicidade

O governo dos Estados Unidos prometeu na quinta-feira ser "implacável" para impedir que o Irã desenvolva um programa de mísseis, depois que a República Islâmica revelou uma nova arma balística após um teste de míssil de cruzeiro. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou um novo míssil balístico com alcance de 1.000 km, informou a agência oficial Sepah News.

Esta foi a mais recente demonstração de força militar do país, que celebra o 40º aniversário da Revolução Islâmica, em um momento de grande tensão com os Estados Unidos. "O desrespeito flagrante do Irã às normas internacionais deve ser abordado", afirmou em um comunicado o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino. "Devemos restaurar restrições internacionais mais rígidas para impedir o programa de mísseis iraniano", completou.

"Estados Unidos seguirá sendo implacável para reunir apoio em todo o mundo para confrontar a atividade imprudente de mísseis balísticos do regime iraniano, e seguiremos aplicando pressão suficiente sobre o regime para que modifique seu comportamento maligno, incluindo a implementação total de nossas sanções". Teerã interrompeu a maior parte de seu programa nuclear após o acordo de 2015 assinado com as potências em troca da suspensão das sanções, mas prosseguiu com o desenvolvimento dos mísseis balísticos.

O presidente americano Donald Trump abandonou o acordo em maio e retomou as sanções, citando entre outros motivos o programa de mísseis do Irã. "O último lançamento de míssil iraniano prova que o acordo com o Irã não faz nada para deter seu programa de mísseis", tuitou o secretário de Estado Mike Pompeo.
 

 


A resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 2015, exige que o Irã "não realize nenhuma atividade relacionada com os mísseis balísticos concebidos para transportar ogivas nucleares". Teerã assegura que não busca produzir mísseis nucleares e que seu programa balístico é "puramente defensivo", o que não seria proibido pela resolução.